A nova Lei do Tabaco, associada ao aumento do preço
dos cigarros, está a provocar quebras nas vendas desde o
início do ano, mas o fenómeno parece estar a atenuar-se
de mês para mês, a crer nos dados da Associação Nacional
dos Grossistas de Tabaco.
Segundo o Público, de uma diminuição de 16% das
vendas em Janeiro e de 13% em Fevereiro passou-se em
Março para uma quebra que oscila entre os 10 e os 12%,
comparativamente com os mesmos meses de 2007, adianta
Jorge Duarte, presidente da associação.
"O mercado vai-se adaptando", comenta Jorge
Duarte, antecipando, porém, que o impacto do aumento do
preço se vai voltar a "sentir a sério" a partir de Junho
próximo, quando deixar de ser possível vender maços
ainda ao custo antigo. "Há um preço psicológico a partir
do qual a pessoa deixa de comprar", diz, notando que a
diminuição se faz sentir sobretudo nos "consumidores
flutuantes".
Também a Tabaqueira antecipa uma quebra nas vendas
durante este ano "resultante da combinação da entrada em
vigor da nova legislação e do efeito dos aumentos de
preços, consequência dum novo aumento significativo da
fiscalidade". Mas recusa-se a adiantar valores.
As receitas do imposto do tabaco diminuíram 41,9
por cento nos primeiros três meses deste ano em
comparação com o mesmo período de 2007 (passaram de 251
milhões de euros para 145,8 milhões de euros), mas a
situação é justificada pelo Ministério das Finanças com
"o comportamento atípico" da receita obtida em Janeiro
de 2007.