Londres, 1 jul (EFE).- Os diferentes tipos de tabaco sem
fumaça
(mastigável ou rapé) são menos cancerígenos do que os usados
para
fumar, mas os que consomem não estão livres de perigo, afirma
a
edição mais recente da revista médica "The Lancet Oncology".
O
professor Paolo Boffetta, da Agência Internacional de Pesquisa
do Câncer de
Lyon (França) e seus colegas observaram as diversas
formas de consumo do
tabaco sem fumaça, tanto oral quanto nasal, e o
risco associado ao
uso.
Segundo os especialistas, calcula-se que mais de
trinta
substâncias cancerígenas estão presentes no tabaco sem
fumaça.
A revista informa que uma análise de todos os estudos
realizados
neste campo indica que o risco de câncer de boca aumenta 80%
entre
os que usam este tabaco, enquanto no caso do de esôfago fica em
60%
e, no de pâncreas, o risco também é de 60%.
Em relação ao câncer
de pulmão, os resultados não são
determinantes, pois os estudos do norte da
Europa sugerem que não há
um excesso de risco, mas os dos Estados Unidos
mostram um aumento do
risco de 80%.
Os especialistas ressaltam que
experimentos em animais indicam
que há um teor de cancerígenos no tabaco sem
fumaça, e não o
recomendam como substituto dos cigarros.
Os médicos
estimam que o risco de câncer devido ao uso do tabaco
sem fumaça é menor que
o do com fumaça, mas é maior que nas pessoas
que não consomem nenhum tipo
deles.