Sexta, 2 de Maio de 2008
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Lisboa
02.05.08
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Quebra de 15% no tabaco evita 400 mortes por ano


DIANA MENDES
Bastava uma redução de 15% no consumo de cigarros para que 400 mortes fossem evitadas todos os anos em Portugal. A isto junta-se o decréscimo de mais de 2200 casos de patologias graves. O cenário, traçado para 2030, é baseado num estudo que integra o projecto europeu PESCE e que envolveu 27 países. Os resultados são apresentados na terça-feira.

A determinação do que os países ganhariam com a redução do consumo de cigarros é uma parte do projecto. No caso de Portugal, conclui--se que uma quebra de 3% já evitaria 152 casos/ano de cancro de pulmão, além de 45 de doenças coronárias e 27 de doenças pulmonares obstrutivas crónicas (DPOC). Num ano, seriam menos 50 enfartes e 78 mortes.

Se a redução fosse de 15% - desde Janeiro as vendas caíram mais de 10% em relação a 2007 - os ganhos seriam ainda maiores: menos 765 cancros do pulmão, 245 enfartes e 872 DPOC. Poupar-se-iam 7,5 ou 37, 4 milhões por ano, com a contracção do consumo de 3% ou 15%.

O projecto, financiado em exclusivo pela Comissão Europeia, visa "identificar causas e soluções relacionadas com o facto de, na Europa, os clínicos gerais não estarem tão envolvidos como deviam na cessação tabágica", explica António Vaz Carneiro, director do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, que representou o País. No entanto, "são os que têm mais influência nos utentes", afirma. O grupo vai apresentar 15 recomendações para contrariar isto. As consultas de cessação, diz, " devem ser deixadas para os casos mais complexos". |
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