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Quebra de 15% no
tabaco evita 400 mortes por ano
DIANA MENDES
Bastava
uma redução de 15% no consumo de cigarros para que 400 mortes fossem
evitadas todos os anos em Portugal. A isto junta-se o decréscimo de mais
de 2200 casos de patologias graves. O cenário, traçado para 2030, é
baseado num estudo que integra o projecto europeu PESCE e que envolveu 27
países. Os resultados são apresentados na terça-feira.
A
determinação do que os países ganhariam com a redução do consumo de
cigarros é uma parte do projecto. No caso de Portugal, conclui--se que uma
quebra de 3% já evitaria 152 casos/ano de cancro de pulmão, além de 45 de
doenças coronárias e 27 de doenças pulmonares obstrutivas crónicas (DPOC).
Num ano, seriam menos 50 enfartes e 78 mortes.
Se a redução fosse
de 15% - desde Janeiro as vendas caíram mais de 10% em relação a 2007 - os
ganhos seriam ainda maiores: menos 765 cancros do pulmão, 245 enfartes e
872 DPOC. Poupar-se-iam 7,5 ou 37, 4 milhões por ano, com a contracção do
consumo de 3% ou 15%.
O projecto, financiado em exclusivo pela
Comissão Europeia, visa "identificar causas e soluções relacionadas com o
facto de, na Europa, os clínicos gerais não estarem tão envolvidos como
deviam na cessação tabágica", explica António Vaz Carneiro, director do
Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência, que representou o
País. No entanto, "são os que têm mais influência nos utentes", afirma. O
grupo vai apresentar 15 recomendações para contrariar isto. As consultas
de cessação, diz, " devem ser deixadas para os casos mais complexos".
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