Diário do Nordeste

Fortaleza, Ceará | Domingo | 06 de Abril de 2008


CAPITAL CEARENSE (5/4/2008)

Cresce o número de ex-fumantes

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Tabagismo é considerado problema de saúde pública. Aparelho respiratório é o mais atingido (Foto: Gustavo Pelizzon)

Fortaleza tem o maior número de ex-fumantes do NE, mas 15% dos fortalezenses ouvidos se declaram fumantes

Fortaleza tem o maior número de ex-fumantes do Nordeste, aponta pesquisa do Ministério da Saúde. Segundo o estudo intitulado “Mapa da Saúde do Brasileiro”, 23,1% dos 2.010 fortalezenses entrevistados largaram o cigarro. E mais: as mulheres da Capital cearense são as que mais abandonaram o hábito de fumar na região: 21,8%. No sexo masculino, os ex-fumantes são 24,7%.

Quase 15% dos moradores da cidade ouvidos admitiram que são fumantes. Mesmo elevado, o percentual é inferior a média das capitais do País, que é de 16,4% dos 54.251 entrevistados pelo Ministério. O pneumologista Josias Cavalcanti, pioneiro no estudo do tabagismo no Ceará, não só reforça essas conclusões, como lembra que o índice de ex-fumantes se deve à criação, em 1986, do Programa de Combate ao Fumo, ligado ao Ministério da Saúde.

“O programa foi considerado um dos melhores do País, tanto na prevenção como no tratamento do tabagismo”, recorda o médico que foi o primeiro coordenador do programa e hoje é autor de três livros sobre a dependência do fumo.

Eficácia

Contribuiu para a maior eficiência do programa, crê Josias Cavalcanti, o entrosamento com as equipes de saúde da Capital de dois médicos renomados e já falecidos, Mário Rigatto, do Rio Grande do Sul, e José Rosemberg, da Pontifícia Universidade Católica (USP), de São Paulo.

Casados com cearenses, os pesquisadores vinham constantemente a Fortaleza treinar as equipes locais. “Fazíamos prevenção nas escolas, órgãos públicos e outras instituições”, relembra o pneumologista cearense, alertando que o hábito de fumar pode causar a dependência química à nicotina em apenas um mês. Embora a propaganda indiscriminada do cigarro tenha acabado e o fumante não seja mais o mocinho, “mas sim o vilão”, Josias Cavalcanti diz que há riscos do tabagismo aumentar por dois fatores: o cigarro é uma droga barata e fácil de ser encontrada. “Em qualquer lugar se compra”, comenta.

Afirma que no Brasil o cigarro tem um dos menores preços do mundo. “Aqui, o maço é comprado por dois ou três reais, quando nos Estados Unidos, por exemplo, custa de cinco a dez dólares, conforme a marca, ou seja, por cerca de 10 reais”, observa.

O fumo ataca todas as células do organismo, comprometendo sobretudo o aparelho respiratório. Em seguida, vêm os aparelhos cardiovascular e o digestivo. “Muita gente não sabe, mas tabagismo provoca úlcera, gastrite e refluxo”, disse o médico, acrescentando que a dependência do cigarro é a causa de 90% dos cânceres de pulmão e 30% de cânceres em outros órgãos, como boca, esôfago, estômago, bexiga, rins e colo do útero.

Considerado problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é, ainda, apontado como um dos principais fatores de risco para mortes por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). O fumo é responsável por cinco milhões de óbitos por ano, em todo o mundo, sendo quatro milhões de homens e um milhão de mulheres.

Mozarly Almeida
Repórter



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