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Ano 64 - sábado e domingo, 05 e 06 de julho de 2008
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Otto Tesche | otto@gazetadosul.com.br
Feira diminui dependência do fumo
Fotos: Lula Helfer/Ag. Assmann
Adriane: horta cinco vezes maior
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Antes mesmo da instalação das duas agroindústrias, os moradores de Passo do Sobrado e da região desde o segundo semestre do ano passado podem adquirir alimentos produzidos pelos produtores rurais. A feira ecológica funciona às sexta-feiras de manhã no terreno cedido pela Câmara de Vereadores ao lado da Praça de Emancipação, nas proximidades da Prefeitura. Além de hortifrutigranjeiros livres de agrotóxicos, no local há bolachas, cucas, rapadura, pães, compotas, banha e outros.

Adriane Inês Preuss, do grupo Mulheres Guerreiras, de Rincão Nossa Senhora, está entre as duplas que se revezam no local para o atendimento. Conta que a horta de 100 metros quadrados que abastecia basicamente a família hoje possui em torno de 500 metros quadrados de área. Com a ampliação do espaço para batata e aipim, a família reduziu o plantio de fumo.

Um dos coordenadores do grupo Novo Horizonte, de Rincão do Sobrado, Fábio Marcelo Konzen, afirma que o cultivo de hortifrutigranjeiros foi uma alternativa para diminuir a dependência do fumo. Lembra que no início houve dificuldades com a pouca produção, mas hoje a demanda surpreende. Ledi e o marido Elio Rodrigues do Santos, integrantes do grupo de plantadores ecológicos de Cerro dos Cultivados, há três anos plantaram 50 mil pés de fumo e agora vão abandonar a cultura. Ledi conta que começou a vender as verduras e outros produtos na Secretaria da Educação, quando sentiu a necessidade de abrir a feira. Observa que se trata de garantia de renda mensal. Além disso, a família teve a oportunidade de participar de diversos cursos de aperfeiçoamento com o Capa, Emater e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
 
Konzen: demanda hoje surpreende
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