Apesar de o GDF gastar, por mês, R$ 12
milhões com doenças relacionadas ao tabaco e
registrar, diariamente, a morte de oito
fumantes, existem, desde 1998, leis proibindo
fumar em locais privados ou públicos, como
shoppings, táxis ou transportes coletivos,
repartições públicas, hospitais, salas de
espera, cinema, mas ainda falta uma
fiscalização eficaz. Por conta disso, este
problema ainda preocupa o coordenador de câncer
da Secretaria de Saúde, Celso Rodrigues.
“O câncer de pulmão já está entre os três
maiores casos registrados. Para se ter uma
idéia, no DF, em 2007, 2.600 pessoas morreram
com doenças derivadas do cigarro. Também no ano
passado, 290 pessoas tiveram câncer de pulmão no
DF, sendo que 99% destas tinham ligação com o
cigarro, fumavam ou conviviam com o
cigarro.
Ainda segundo ele, “os números
devem ser mais assustadores. Imaginamos que pelo
menos metade das pessoas que ocupam os leitos de
hospitais hoje são fumantes. E para quem tem
esse vício, não há como fugir. Tanto a qualidade
de vida, como a sobrevida dessas pessoas é muito
curta”.
No DF, existem 330 mil fumantes,
o que representa aproximadamente 12% da
população adulta. “Os números estão caindo. Na
estimativa anterior, eram 17%. De acordo com
Rodrigues, um dos projetos para
diminuir o número de fumantes e os prejuízos
causados por eles já foi aprovado na Câmara
Federal e irá para votação no Senado. O projeto
de lei determina que as indústrias de cigarro
terão de pagar para o Governo todas as despesas
que o mesmo gasta com os fumantes.