|
Cidade Projeto: Lei antifumo
Sociedade
organizada Proposta contra fumo em ambientes fechados foi
discutido ontem, na Associação Comercial
DANIELE RICCI Da Gazeta de
Piracicaba daniele.ricci@gazetadepiracicaba.com.br
O
projeto de lei que proíbe o fumo em ambientes de uso coletivo livres
de tabaco, apresentado pelo governador José Serra no mês passado,
foi tema de discussão promovida pelo deputado estadual Roberto
Felício (PT), ontem à noite, na Acipi (Associação Comercial e
Industrial de Piracicaba), com a finalidade de esclarecer os
participantes sobre o PL e as emendas apresentadas por ele para o
texto. O objetivo da proposta do Governo de ampliar a lei de
proibição de consumo de produtos fumígenos, é proteger o fumante
passivo, aquele que não fuma, mas inala a fumaça do cigarro do
fumante, tendo sua saúde também prejudicada. Outra finalidade é
diminuir os gastos com os tratamentos de problemas de saúde
relacionados com o fumo.
Para o deputado, a lei é importante,
deve ser aprovada, mas ele acredita que o Governo "extrapolou um
pouco", por isso propôs 17 emendas ao projeto. "A lei é boa para a
população, pois é inaceitável que os fumantes queiram fazer as
pessoas respirar fumaça. Por outro lado, o Estado não tem direito de
regular a vida do cidadão, pois a democracia moderna respeita as
liberdades individuais", disse, referindo-se ao trecho do projeto
que trata da proibição do fumo em condomínios. "Se proíbe, o Estado
restringe e invade o direito do condomínio resolver."
Um dos
participantes do evento foi o empresário aposentado Wilson Chiea, 70
anos, nunca fumou e se orgulha em contar que é saudável com a
prática de esportes. "Não entendo algumas emendas a esta lei e estou
aqui para compreendê-las", disse.
Embora seja fumante há
muitos anos, a funcionária pública Adele Françoso afirma que é
favorável à aprovação da lei, em nome da saúde. "Se isso acontecer,
preciso estudar o que vou fazer, talvez um tratamento. Não fiz antes
porque sempre deixei para depois, mas se for lei, teremos que
cumpri-la", falou.
Roberto Felício afirma que ele próprio se
beneficiou, há seis anos, do tratamento oferecido pelo SUS (Sistema
Único de Saúde) para largar o vício do cigarro. "Muitos fumantes
param de fumar por conta própria, mas voltam depois de anos. A
pessoa precisa parar de fumar com ajuda médica para superar a muleta
psicológica", afirmou.
De acordo com o diretor de Tecnologia
da Informática da Acipi, Flávio Henrique Salles Camargo, é notório
que o fumo é prejudicial à saúde e trazer essa discussão à
sociedade, às entidades de classe para que haja um conhecimento mais
detalhado sobre a lei, é afirmar a participação na democracia.
O deputado pretende ainda fazer uma nova discussão sobre o
tema dentro da Assembléia, reunindo entidades patronais, de
empregados, entidades de combate ao câncer e outros
interessados.

|