Quinta-feira, dia 16 de
Outubro de 2008 às 10:40hs
No Caps
de Dourados, mais de 200 pessoas aguardam na fila para iniciar
o tratamento em grupo “Ação em Defesa da Vida” vai às
instituições, em campanha anti-tabaco
Maria Lucia
Tolouei
O desejo de largar de fumar vem ajudando
centenas de pessoas que passam pelo Centro de Atendimento
Psicossocial (Caps) Álcool e Drogas (AD) de Dourados. Eles
chegam a enfrentar fila, à espera de novas turmas. É o caso
dos cerca de 200 homens e mulheres, dispostos a ficar livres
do vício que responde por mais de 80% dos casos de câncer de
pulmão e outros tumores que acometem demais órgãos. De
acordo com a coordenadora Sumaya Gracieli, o tratamento
gratuito pelo SUS dura dois meses, assistido por enfermeira e
psicóloga, que identificam a origem do problema. A terapia em
grupo ocorre às terças e quartas-feiras, das 8h às 9h, na sede
do Caps, que integra o programa do Ministério da Saúde.
Disponibiliza medicação para fumantes depressivos e o adesivo
para a reposição da nicotina, a fim de ajudar o fumante a
enfrentar a síndrome de abstinência. “A maioria larga o
cigarro de uma vez, mas as recaídas acontecem. O programa não
opera milagres; é indicado para quem realmente quer parar de
fumar”, diz. Paralelo ao Caps, segmentos comprometidos com
a saúde pública organizam campanhas. O grupo denominado “Ação
em Defesa da Vida” se prepara, com materiais didáticos, para
ir às repartições públicas, comércio, indústria e serviços em
campanha contra o tabagismo e outras drogas. Segundo o
promoter Tony Cardoso, que conta com o apoio de empresários, o
objetivo é sensibilizar as pessoas que o cigarro é maléfico,
"tanto para quem usa quanto para os que estão à volta". A
campanha vai levar informação através de palestras, banners,
panfletagens e eventos populares animados por música, para
atrair uma fatia da população que faz uso frequente do
cigarro, os jovens. Mas, não são apenas os mais novos que
poluem o ar. Tony conta que flagrou vários pais fumantes,
chegando com filhos no colo acometidos por problemas
respiratórios nas portas de hospitais. O tempo seco e quente
propicia o quadro, que é agravado pelo contato com as cerca de
4.700 substâncias tóxicas presentes em apenas um cigarro.
Interessados em apoiar a iniciativa devem ligar para Tony, no
9291.6051. ESTATÍSTICA Entre os cerca de 1,5 bilhão de
fumantes ao redor do mundo, mais de 20 milhões estão no
Brasil. O Centro-Oeste tem o menor índice de fumantes do país;
a maioria é homem, cerca de 62%. Pesquisa da Organização
Mundial de Saúde (OMS) indica que boa parte dos fumantes está
ciente dos malefícios do cigarro. No entanto, deixar o vício
sem ajuda especializada pode ser difícil, uma missão quase
impossível. No site www.euqueroparar.com.brhá informações
sobre os danos que o tabagismo provoca no organismo.
SERVIÇO Centro de Atenção Psicossocial, Caps - AD
(álcool e outras drogas). Rua Hilda Bergo Duarte 865, ao lado
da Secretaria de Saúde. 3411. 7778 |