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Ministério Público
acolhe Representação de Seccional da Unidade brasileira
da AMATA no Paraná
Maringá hoje é considerada um exemplo a ser seguido no combate ao tabagismo, luta esta que teve inicio em 2003, agora tendo como o alvo o narquilé. A iniciativa partiu do representante na AMATA no Estado do Paraná, o senhor Wilson Bespalhuk. Wilson enfatiza que a legislação brasileira que se aplica ao narquilé é a mesma do cigarro, pois se trata de um produto fumígero derivado do tabaco. "É comum você encontrar grupos de jovens e adolescentes consumindo livremente o narquilé como sendo um produto inofensivo, inclusive com bares fornecendo o cachimbo para seus freqüentadores", aduz. A iniciativa teve total apoio da Promotoria de Defesa do Consumidor. O Dr. José Lafaiete Tourinho entendeu que a comercialização do tabaco está ferindo o Código de Defesa do Consumidor, uma vez que o consumidor tem o direito às informações básicas sobre os produtos, tais como: a procedência, sua composição e riscos a saúde. A maioria dos produtos não contém nenhuma informação em suas embalagens. A lei 9294/96 diz, outrossim, que é proibido o uso de produto fumigero, derivado ou não do tabaco em recintos fechados; portanto, a permissão dos estabelecimentos também está ferindo a legislação. A Anvisa determina que os produtos derivados do tabaco produzidos no país e também importados devem ter o registro naquela entidade. Devido a isso a promotoria abriu um Inquérito Civil Público, cuja finalidade é apurar se os produtos estão regularizados ou não. Ainda segundo Wilson, um dos maiores problemas é que o produto estava sendo consumido livremente por adolescentes e até por crianças, principalmente pela falta de informação. Acrescenta que o que mais lhe motivou a entrar com este pedido junto à Promotoria foi o fato de muitos jovens utilizarem o cachimbo para o consumo de drogas. O próximo passo, segundo Wilson, é estender esta proibição para todo o Estado do Paraná. Aditamos: para todo o Brasil. AMATA, em 19/05/08 |