| Divulgação/GS |
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| Curso durante dois dias
teve a participação de 250 representantes de 35
municípios dos vales do Rio Pardo e
Taquari |
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A etapa
macrorregional do curso de capacitação cocaína/crack
reuniu sexta-feira e sábado em Santa Cruz do Sul 250
trabalhadores de hospitais, universidades e outras
pessoas de 35 municípios dos vales do Rio Pardo e
Taquari. A organização esteve sob a responsabilidade da
equipe de servidores da 13ª Coordenadoria Regional de
Saúde (CRS), delegada adjunta e delegada regional de
saúde. A programação se desenvolveu em espaço cedido
pelo Sindicato das Indústrias do Fumo e da Alimentação,
em Santa Cruz do Sul.
A coordenadora da 13ª CRS,
Liane Pauli, informou que a atividade é conseqüência da
procupação com o crescimento no número de casos de
viciados com as drogas. Explica que o governo estadual
vai aumentar o número de leitos nos hospitais e
fortalecer as fazendas terapêuticas, com apoio
financeiro e técnico. Conforme a coordenadora, os
viciados vão fazer a desintoxicação no hospital, depois
irão para as fazendas terapêuticas para então realizarem
o tratamento ambulatorial.
A promoção da
capacitação foi da Secretaria Estadual da Saúde,
executada pela Universidade Corporativa Mãe de Deus. Na
primeira parte do curso houve explicações relacionadas
aos conceitos para deixar o grupo no mesmo patamar de
conhecimento sobre o assunto. Depois, houve abordagens
práticas, como os melhores procedimentos e
medicamentação. Os participantes compõem a 16ª
Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em Lajeado; a
8ª Coordenadoria Regional de Saúde, com sede em
Cachoeira do Sul, e a 13ª Coordenadoria Regional de
Saúde, de Santa Cruz do Sul.
ATENÇÃO
INTEGRAL
Entre os participantes estavam 210
trabalhadores em saúde que fazem parte de serviços que
compõem a rede de atenção integral em saúde: técnicos de
enfermagem, agentes comunitários de saúde, médico
generalista, ginecologistas, psiquiatras, enfermeiros,
assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas,
terapeutas ocupacionais, odontólogos, auxiliares de
consultório dentário, consultores em álcool e drogas,
monitores, auditores, visitadores do Programa Primeira
Infância Melhor, docentes e alunos da área de cursos de
nível superior e técnico na área de saúde.
Na
avaliação da coordenadora, Liane Pauli, o curso
contribuiu para a avaliação da atenção e possível
reestruturação/organização do cuidado em saúde e para
amenizar os desconfortos que advêm do uso, abuso e
dependência de drogas por parte da população da
macrorregião de saúde. Ressalta a importância no
fortalecimento da capacitação da rede e da
intersetorialidade, com a participação de corporações
como os Bombeiros, Brigada Militar e todos os órgãos de
saúde.
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NÃO
HÁ MODELO PRONTO
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No
primeiro dia do curso, houve o desenvolveimento
dos temas origem, preparo, metabolismo,
toxicologia e efeitos das drogas, neurobiologia,
complicações médicas-clínicas, psíquicas e o
diagnóstico da dependência. O assunto foi
abordado pela psicóloga Irani Argimon,
especialista em toxicologia aplicada, mestre em
educação, doutora em Psicologia, docente da
graduação e pós-graduação da PUC/RS, psicóloga
da Unidade de Dependência Química do Hospital
Mãe de Deus. No sábado, Carlos Salgado, médico
psiquiatra, mestre em psiquiatria pela Ufrgs,
preceptor da residência em Psiquiatria do
Hospital Presidente Vargas, Coordenador do
Departamento de Dependência Química da Sociedade
de psiquiatria do Rio Grande do Sul apresentou
os temas abordagem – primeiro contato com
paciente, história de uso da cocaína/ crack e
outras drogas, avaliação neuropsicológica,
suporte social, abordagem da família, técnicas
psicoterápicas, tratamento farmacológico,
atendimento ambulatorial individual e grupal,
internação, desintoxicação, grupos de
auto-ajuda. Os docentes trouxeram suas
experiências de tratamento. Destacaram que não
existe modelo pronto para realizar intervenção
em dependentes de álcool e outras drogas, pois
cada indivíduo é um ser único com suas vivências
e envolvidos em contextos diferenciados e cada
serviço constrói seu projeto terapêutico
institucional. Trataram da dificuldade de adesão
a tratamento quando o encaminhamento é imposto e
que nestas situações a ausência de motivação
para o tratamento, entendida como uma fase da
doença, deve ser abordada de forma diferencial.
Os participantes do curso cocaína/crack
colaboraram com depoimentos e
questionamentos.
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