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O governador Roberto
Requião sancionou na quarta-feira (19) lei que
proíbe fumar no interior de veículos que estejam
transportando crianças ou eventos destinados a
elas, além de estabelecimentos comerciais. A
determinação complementa a lei já existente
contra o tabagismo no 14.743/05, que decreta uma
série de restrições contra este hábito,
considerado a principal causa de morte evitável
no mundo.
"Está claro que o tabagismo é
um problema de saúde pública. Precisamos criar
barreiras e conscientizar cada vez mais as
pessoas dos males que o cigarro causa para a
saúde, não só dos fumantes, mas também dos
chamados fumantes passivos, que sofrem as
conseqüências do tabagismo. Quando se trata de
crianças, então, o problema é ainda maior",
alerta o secretário da Saúde, Gilberto Martin.
Segundo a Organização Mundial de Saúde
(OMS), o tabagismo é considerado uma doença
pediátrica, pelo fato de que cada vez mais o
consumo atinge faixas etárias mais baixas.A
organização indica que quase metade das crianças
do mundo respiram ar contaminado pela fumaça do
tabaco, principalmente dentro de casa.
De acordo com o médico-pediatra da
Secretaria de Saúde Vilmar Mendonça Guimarães, a
inalação passiva de fumaça faz com que as
crianças inalem de 1500 a 2000 substâncias
tóxicas, que podem desencadear e piorar o estado
de saúde daqueles que tem predisposição para
doenças respiratórias como asma e rinite.
"Essa lei só trará benefícios para a
saúde, pois diminuindo a exposição das crianças
à fumaça evita-se que elas desenvolvam doenças
alérgicas. Conseqüentemente, haverá uma redução
na quantidade de internações ocasionadas por
crises de asma e pneumonia, por exemplo",
explica Vilmar.
Conscientes de que o
tabagismo tem se tornado um problema social cada
vez mais grave, ações públicas com abordagens no
fumante passivo, em crianças e no meio ambiente
já vem sendo tratadas.
"Este ano, na
semana do combate ao tabagismo, em agosto, foram
ministradas palestras e eventos sobre o problema
em sua abrangência social, enfatizando não
apenas os danos que podem causar ao fumante, mas
também ao próximo e ao meio ambiente", relata
Iludia Rosalinsk , responsável pela divisão de
risco cardiovascular da Secretaria da Saúde.
De acordo com dados do Departamento de
Atenção ao Risco, da Secretaria, 25% dos óbitos
relacionados ao coração é motivado pelo
tabagismo. 30% das mortes de câncer em geral e
90% dos óbitos de câncer de pulmão são
provocados pelo consumo de
tabaco. |