Turismo
22/09/2008 - 11h09

Empresa alemã planeja vôos de luxo com fumo 100% liberado

da Folha de S.Paulo

Na contramão do cerco ao fumo em escala mundial, o empresário alemão Alexander Schoppmann resolveu apostar nos viajantes que sentem falta de suas baforadas durante vôos e criou em 2005 a SMINTair (http://smintair.com/), acrônimo de Smoker's International Airways. A proposta da empresa, que ainda não começou a operar, é oferecer vôos de luxo nos quais será permitido fumar em todos os assentos.

Segundo o site da empresa, os clientes não-fumantes vão achar o ar na cabine mais fresco que em qualquer outros vôos de outras companhias por conta de um sistema de condicionamento diferenciado com adição de ar do exterior. Os vôos ligando Düsseldorf a Tóquio, no Japão, e Xangai, na China, serão operados em aviões Boeing-747 modificados para receber 138 passageiros em vez dos habituais 416. Não haverá classe econômica, apenas primeira classe e executiva.

Reprodução
SMINTair mostra sistemas de ventilação para provar que avião pode ter área para fumantes
SMINTair mostra sistemas de ventilação para provar que avião pode ter área para fumantes

Schoppmann não foge à polêmica: em carta publicada no site, ele classifica os males causados por fumo passivo como "a maior enganação de todos os tempos" e compara o cerco ao fumo dos dias de hoje à campanha contra o tabagismo da era nazista.

Uma carta da Organização Mundial da Saúde pedindo que o empresário retifique informações creditadas à entidade por ele (afirmando que fumo passivo "não existe") e a resposta de Schoppmann podem ser baixadas no site.

Criada em 2005, a SMINTair já anunciou o início de seus vôos em março e em outubro de 2007, mas não deu início a suas operações e não indica sua situação atual no site. Um aviso de outubro de 2007 afirma que a empresa enfrentava dificuldades para realizar os serviços programados devido à proibição do fumo no transporte público na Alemanha. Outro aviso, de julho deste ano, diz apenas que bancos exigem mais de um fundador e o aumento do capital inicial.

A reportagem da Folha contatou a empresa por e-mail, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

 

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