Chiclete e cigarro podem dar cadeia em
Cingapura
Portal Terra
CINGAPURA - Um ato que faz parte do cotidiano
do brasileiro, muita vezes ligado a um desejo
infantil, pode acabar em cadeia em Cingapura,
cidade onde a Seleção Brasileira vai realizar um
período de treinamentos para os Jogos Olímpicos
de Pequim. Na cidade-estado asiática, é
terminantemente proibido vender chicletes.
- Somos obcecados por limpeza, como você pode
ver. A lei existe para que ninguém jogue
chiclete nas ruas, afirma o motorista Robbie Ho,
43 anos. O dono do estabelecimento que infringir
a legislação vai preso.
Já quem jogar um chiclete no chão trazido de
outro país, por exemplo, pode pagar multa de
mais de R$ 8 mil. O valor vale para turista ou
habitante de Cingapura, não tem como escapar.
Para quem não vive sem uma goma de mascar e
acha que pode "driblar" a lei e jogar o chiclete
no chão, câmeras de vigilância "entregam" os
infratores à polícia. São praticamente duas a
cada cem metros, espalhadas por postes, sinais
de trânsito e fachadas de lojas.
- Não há privacidade em Cingapura, esse é o
lado ruim daqui. No entanto, a cidade é limpa,
não há sujeira, violência ou pobreza, lembra
Robbie Ho.
Outro hábito comum no Brasil e que pode
literalmente custar caro em Cingapura é o de
fumar. Na verdade, não há problema em dar
tragadas em público. O problema é oferecer um
cigarro a um colega.
- As pessoas podem te pedir cigarros, mas
jamais ofereça. Se for pego, você terá de pagar
US$ 200 (cerca de R$ 320) em multa, diz o
motorista, que dirige um luxuoso carro com um
bibelô de Buda, adornado com uma pena de pavão
no painel.
- É para oferecer harmonia aos passageiros
que transporto.
Outro item curioso no local é o trânsito. Os
volantes dos carros em Cingapura - ex-colônia
inglesa - ficam no lado direito do veículo. Como
a mão das ruas é invertida, a atenção deve ser
redobrada na hora de atravessar uma via. Mas
também é preciso cuidar do bolso.
- Não atravesse fora da faixa de pedestres. É
multa na certa, afirma Ronnie Ho.
[23/07/2008 :: 17:52]
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