Dando continuidade à "15ª Semana Gaúcha sobre o Uso
Indevido de Drogas", o Centro Regional de Estudos, Prevenção e Recuperação de
Dependentes Químicos (Cenpre/Furg) desenvolveu, na manhã de ontem, debate com
fumantes que lutam contra o cigarro. Orientado pela professora Adriana Netto de
Oliveira, psicóloga Dagmar Oliveira Pardo e acadêmica de enfermagem Letícia Leal
Lorenzete, um grupo de aproximadamente 30 pessoas abordou assuntos relacionados
aos problemas do tabaco.
Um dos integrantes do grupo lamenta sua condição,
pois se diz “fissurado pelo cigarro”. Conta que fez os cálculos e ao longo dos
58 anos como fumante gastou com o tabaco o equivalente a R$ 150 mil. “Quero
parar de fumar e tenho o apoio de todos, mas é muito difícil largar o vício.
Esses dias aconteceu um fato que me deixou perplexo, eu estava fumando na rua,
quando de repente um garoto, com aparentemente 12 anos, passou por mim e mandou
eu largar o cigarro”, complementa ele, ciente que de precisa do
tratamento.
Conforme o coordenador do Cenpre, Fernando Amarante, durante o
evento serão debatidos inúmeros assuntos relacionados às drogas, mas o tema
principal deste ano é o crack. Dessa forma, a programação é voltada para a
prevenção e orientação da droga. A programação do evento se encerra nesta
sexta-feira, 27. Hoje, às 18h, na escola Joana D'Arc, haverá a palestra “Crack
em debate”.
Droga perigosa
Considerada uma das drogas mais perigosas que
circulam no Brasil atualmente, o crack traz sérios riscos à vida dos usuários. O
professor Fernando Amarante informa que em apenas uma semana o usuário pode se
tornar dependente da droga e a expectativa de vida dos usuários é de no máximo
dois anos. “Durante esse período, eles podem sofrer problemas cardíacos, infarto
do miocárdio; acidente vascular cerebral, dentre outros problemas de saúde e
psicológicos”, explica. A principal orientação, segundo ele, é que os jovens
jamais experimentem a droga.
Para aqueles que querem se livrar do problema e
buscam ajuda, há locais que acolhem os usuários, dentre eles o Cenpre. Lá os
pacientes são imediatamente encaminhados a um psicólogo que conversa e orienta o
usuário e sua família, logo após há médicos, enfermeiros e assistentes sociais à
disposição dos pacientes que aderem ao tratamento.
Durante todos os dias da
semana, são desenvolvidas atividades com os pacientes, tais como, grupo de
auto-ajuda, debate sobre assuntos relacionados ao cotidiano, prevenção de
recaída e atividades complementares com o intuito de desenvolver a criatividade
dos usuários como curso de artesanato, pintura e origami.
Nádia Fontes
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