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Desrespeito à lei que
proíbe fumo desaponta leitor no Restaurante Zozô
RIO - Fui no último domingo, 29/07, com amigos no celebrado Restaurante Zozô, na Urca, do Marcelo Torres (o mesmo dono do Giuseppe e do Languiole). Fui no Zozô porque frenqüento assiduamente o Giuseppe e o Giuseppe Grill, ambos no Centro. Tudo ia muito bem, comida boa, ambiente bonito, quando sinto um cheiro de charuto. Vejo que em uma mesa perto da minha tinha um senhor fumando charuto e outro fumando cigarro, embora isso seja proibido pelo Decreto Municipal 49.524/2008. Solicitei então, de forma bastante educada e reservada ao gerente, que pedisse aos senhores em questão que deixassem de fumar ou se retirassem do recinto, conforme prevê o decreto. Qual não foi meu espanto ao obter a resposta que aqueles seriam o dono do restaurante e se seus amigos e, por tal motivo, teria que me conformar com a ilicitude. Ora, fiquei absolutamente estupefato. Então essas pessoas, por serem as donas do estabelecimento, se acham acima do bem e do mal, acima das leis? Que se diga que eu sou um apreciador de charutos, mas o faço em locais próprios como, por exemplo, o Esch Café. Mas as demais pessoas não são obrigadas a inalar cheiro de charutos e cigarros, ainda mais quando um decreto proíbe o tabagismo dentro de restaurantes e estabelecimentos comerciais. Percebam na foto que há até uma criança com eles. Este é o exemplo que querem passar aos jovens? Por fim, o gerente me disse que, como desculpas, não cobraria pela comida, apenas pelas bebidas. Ora, o que os donos do restaurante pensaram ao me fazer uma oferta como esta? Que poderiam me comprar, que com dinheiro tudo se resolve? Gostaria de um pedido público de desculpas desses senhores, que gozam de confiança e notoriedade em nossa sociedade, além da promessa de seguirem as leis de nosso município. Estou pensando em processá-los por danos morais, por me obrigarem a fumar passivamente, por me ofenderem não cobrando pela comida. Estou muito desapontado. Resposta do Restaurante Zozô: Apuramos os fatos e já verificamos que os equívocos partiram de um funcionário recente, que foi austeramente repreendido por ter conduzido um problema de forma tão avessa aos preceitos da casa. Pedimos, então, desculpas ao leitor por todo o transtorno e o convidamos para retornar ao restaurante para que constate pessoalmente que este foi um caso isolado". O Globo Online, em 30/07/08 |