Cancro do pulmão mata mais mulheres
O cancro do pulmão é a doença oncológica mais mortífera
nas mulheres suecas.
Em 20 anos, a taxa de mortalidade aumentou 75%. A estatística,
divulgada esta terça-feira, acompanha o aumento do tabagismo no universo
feminino a nível mundial.
"A taxa de mortalidade nas mulheres vítimas de cancro de pulmão era de
31 mortes em 2006, contra 17,7 em 1987", revelou a Direcção sueca de Saúde
e Assuntos Sociais. O número ultrapassa a mortalidade por cancro da
mama.
No entanto, a porta-voz da associação sueca Médicos contra o Tabaco,
Göran Boethius, assegurou que estes números "não são surpreendentes", e
que são até pouco elevados "quando comparadas com a média internacional".
A taxa mais elevada de morte por cancro do pulmão nas mulheres europeias
continua a registar-se na Hungria (mais 6% por ano). Nos Estados Unidos, é
a causa principal da morte do cancro entre mulheres. Em Portugal, surgem
3500 casos novos por ano - 600 dos quais, em mulheres, com tendência para
aumentar.
Em contrapartida, a morte provocada por cancro do pulmão, entre 1987 e
2006, baixou 11% nos homens suecos. "As mulheres fumam mais do que os
homens" e mesmo que elas tenham "reduzido o seu consumo nos últimos anos,
isso só surgirá nas estatísticas mais tarde", acrescentou Göran Göran
Boethius.
Sendo a nicotina a principal causa do cancro do pulmão, um grupo de
cientistas espanhóis e polacos descobriu uma fórmula que pode contribuir
para desenvolver filtros biológicos que reduzam as emissões poluentes
provocadas pelo fumo do tabaco e das tabaqueiras. "Será possível degradar
de forma eficaz e completa a nicotina", garantiram. Não está em causa a
descoberta para a doença humana, mas ambiental.
O estudo, publicado ontem na revista norte-americana PNAS, da Academia
das Ciências dos Estados Unidos, dá conta de que foi identificado o
mecanismo das bactérias para degradar um componente da estrutura da
nicotina e usá-lo como alimento.
Os cientistas identificaram os genes envolvidos na degradação aeróbica
(com oxigénio) do ácido nicotínico pela bactéria "pseudomonas putida",
usada como modelo na investigação ambiental. Até agora só tinha sido
descrita a sua degradação na ausência de oxigénio. A descoberta de genes
semelhantes em bactérias humanas poderá facilitar o controlo do processo
de infecção em determinados microrganismos.
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