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  • CIDADES
  • 30.ago.2008     Redação
    Ação anti-fumo tem 1.315 mogianos

    LÍVIA DE SÁ

    Atualmente, 1.315 mogianos estão na luta contra o vício do cigarro, por meio do Programa Municipal de Combate ao Tabagismo. Estudos realizados entre os anos de 1996 e 2004 apontam que o número de mortes por câncer de traquéia, brônquios e pulmão cresceu em 20% na Cidade, enquanto que óbitos por conta de câncer de estômago reduziram em 16% neste mesmo período.

    Autoridades municipais tomam como referência também os dados nacionais, que apontam 200 mil mortes por ano associadas ao tabagismo, sendo o câncer a principal causa. Ainda no País, estima-se que entre 6% e 15% de todos os gastos anuais com a saúde estão direta ou indiretamente relacionados com o fumo. Já em âmbito mundial, tem-se que, a cada oito mortes, uma está relacionada com o cigarro.

    Em Mogi, aproximadamente 150 pessoas procuram o programa por mês, enquanto que outras 150 terminam os módulos do projeto. Ciente do grau de dificuldade que os fumantes têm em deixar o vício, a Secretaria Municipal de Saúde elaborou um tratamento com 12 meses de duração.

    Segundo estatísticas da Pasta, após os três primeiros meses, 90% dos pacientes já não fumam mais, o que é tido como um resultado excepcional. Os nove meses seguintes são de acompanhamento, para garantir que o ex-fumante não tenha recaídas.

    Recentemente, o programa passou por um processo de expansão. Em todo o ano de 2007, foram feitas 700 admissões, enquanto que, só no primeiro semestre de 2008, 500 novos fumantes se integraram à iniciativa. Em outras palavras, se esse ritmo permanecer, até o final deste ano, o volume de pessoas curadas poderá ter crescido 42,8% ante o último ano.

    Em linhas gerais, 59% das pessoas que procuram o programa têm entre 41 e 60 anos. A faixa que vai dos 21 aos 40 anos corresponde a 30% do total, os com mais de 60 anos são 8% do total, e os 3% restantes ficam para indivíduos com idade entre 15 e 20 anos. Em média, 52% dos fumantes participantes do programa são casos graves, 38% são moderados e a minoria, avaliada em 10%, é leve. As mulheres dominam o quadro dos fumantes, respondendo por 66% do total. Os homens representam 34%.

    Além de livrar as pessoas do vício, a Secretaria de Saúde detectou que, desde o início do programa, caiu em 27,2% o número de internações por doenças respiratórias. "Isso é extremamente significativo, já que o cigarro, além de acelerar doenças como o câncer, causa funcionamento deficitário no sistema respiratório como um todo", avalia Campos.

    A base do tratamento aplicado é o acompanhamento médico, por meio de consultas periódicas. Em alguns casos também há psicoterapia e todos os participantes contam com medicamentos na forma de adesivos transdérmicos ou gomas de mascar. Ao todo, já foram distribuídos 43 mil adesivos e 10 mil gomas. Também estão previstos remédios para combate da ansiedade.

    O primeiro passo para os interessados é procurar a Secretaria Municipal de Saúde, na Avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, 830, 2º andar, das 8 às 17 horas, levando RG e comprovante de residência. Os candidatos passam por uma triagem inicial, respondem a um questionário e, com base nas respostas dadas, têm o grau de dependência avaliada. Se o caso apontar para a necessidade de tratamento, a pessoa é inserida no programa.

    Mais informações pelo 4798-6720.

     

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