| Inor/Ag.
Assmann |
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| linhas ameaçadas: sem
acordo entre estados, fumageiras com indústria
em Santa Catarina se tornam mais
competitivas |
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O que
seria a solução para estancar o acúmulo de novos
créditos de ICMS pelas fumageiras gaúchas virou
prenúncio de um problema ainda mais abrangente e
confirmou que Santa Catarina está declarando guerra
pelas indústrias do tabaco. Exatos 20 dias depois de
firmar com a Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul
um protocolo reivindicado desde 2005 pelo setor, o
governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) voltou atrás
e publicou um decreto no último dia 24 suspendendo os
efeitos do acordo, que passaria a valer a partir de 1º
de setembro.
A guinada na política de boa
vizinhança dos catarinenses com os gaúchos pode levar
mais fumageiras a tomarem o mesmo rumo da CTA
Continental, que acaba de anunciar investimento
milionário na instalação de uma unidade no município
catarinense de Araranguá. Em 2005, quando os repasses
insuficientes da União para o Estado relativos à Lei
Kandir fizeram explodir o impasse fiscal, a Universal
Leaf transferiu uma linha de beneficiamento de Venâncio
Aires para Joinville. Atualmente outra gigante do setor,
a Alliance One, está negociando com o governo do Estado
vizinho.
A suspensão dos efeitos do protocolo é
uma ameaça real ao Vale do Rio Pardo, ainda considerado
o maior pólo de beneficiamento de fumo do mundo. Entre
70% e 80% da economia regional – principalmente de Santa
Cruz do Sul – depende da cadeia produtiva do tabaco, que
só nas fábricas gera cerca de 12 mil empregos
temporários diretos no primeiro semestre de cada ano. A
região perderá empregos, impostos e dinheiro com um
investimento em massa das indústrias no Estado vizinho
mesmo que elas mantenham as unidades locais, uma vez que
processariam apenas o tabaco produzido no Rio Grande do
Sul – 50% das cerca de 700 mil toneladas colhidas no Sul
do Brasil.
COMPETITIVIDADE
Diretor financeiro da Kannemberg, Astor Bublitz
garantiu ontem que sem o protocolo interestadual,
instalar unidades de beneficiamento de fumo em Santa
Catarina vai virar questão de sobrevivência para as
indústrias do setor. “A partir da revogação do acordo
nós estamos obrigados, por questão de sobrevivência e de
competitividade, a analisar os incentivos que Santa
Catarina tem a nos oferecer. E olha que não são poucos”,
disse. Ele admitiu que a empresa havia aberto um canal
de negociação com o Estado vizinho, mas as tratativas
esfriaram com a expectativa de acordo que estancaria a
geração de novos créditos de ICMS. “Vemos essa mudança
com extrema preocupação. Pensávamos que o problema dos
créditos futuros estava resolvido. Mas agora ele voltou.
E maior”, acrescentou.
Segundo o diretor da
Premium, Carlos Brandt, a situação “vai ficar
insustentável” sem o acordo. “As empresas que não
instalarem unidade em Santa Catarina vão perder
competitividade. Quem ir pra lá terá apenas os créditos
passados acumulados e ainda os benefícios do governo
catarinense. Isso reduzirá os custos e, por
conseqüência, o preço final do produto”, explicou. Para
o empresário, a solução está nas mãos do governo gaúcho.
“O governo do Estado terá que encontrar uma solução. Se
mais uma empresa ir (para Santa Catarina), todas
acabarão indo, sob pena de deixarem de ser
competitivas”, concluiu. O presidente do Sindicato da
Indústria do Fumo (Sindifumo), Iro Schünke, não foi
localizado no fim da tarde de ontem para falar sobre o
assunto.
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WENZEL
CHAMA REGIÃO
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Acompanhando
desde o começo do mês a possibilidade de a
Alliance One investir em Santa Catarina, o
ex-prefeito de Santa Cruz e atual chefe da Casa
Civil do governo Yeda, José Alberto Wenzel, se
reúne hoje com representantes das indústrias,
dos sindicatos e das prefeituras da região. O
encontro começa às 10 horas na Casa Civil, que
funciona dentro do Palácio Piratini, e deve
contar com a participação de secretários
estaduais e deputados. Wenzel, que quando
renunciou ao cargo prometeu não virar as costas
para a região, quer aproveitar a mobilização
para tratar também da retomada das obras do eixo
norte da RSC–471
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