Após restrições, número de fumantes em Nova York despenca

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CHICAGO - As rígidas restrições ao cigarro levaram a um forte declínio no número de fumantes na cidade de Nova York nos últimos anos, disseram especialistas norte-americanos na quinta-feira.

Só 17,5 por cento dos adultos de Nova York fumavam no ano passado, abaixo dos 21,6 por cento em 2002. A queda ocorreu depois que a cidade elevou impostos, criou ambientes sem cigarro e adotou campanhas educacionais incisivas, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Isso ocorreu depois de uma década sem progressos na luta contra o tabagismo.

As medidas em Nova York começaram em 2002, quando os impostos sobre os cigarros atingiram o maior nível em todo o país na época, o que elevou o preço do maço em 32 por cento. Em 2003, foi proibido o fumo em locais de trabalho. Ambas as medidas foram eficazes, já que em 2004 o número de fumantes havia caído para 18,4 por cento.

Então em 2005, quando a taxa se manteve, a cidade assistiu a um ano de comerciais de TV com conselhos contra o vício.

Isso teve forte impacto entre homens e hispânicos. Entre os homens, o número de fumantes caiu de 22,5 para 19,9 por cento de 2005 para 2006. Entre os hispânicos, a queda foi de 20,2 para 17,1 por cento.

Em 2006 havia 240 mil fumantes a menos na cidade do que em 2002, o que significa a possível prevenção de pelo menos 80 mil mortes ligadas ao tabaco, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

Vários outros lugares dos EUA vêm proibindo o fumo em locais de trabalho, bares e restaurantes

JB Online, em 21 de junho de 2007