ALIANÇA POR UM MUNDO SEM TABACO
Boletim 14
de março de 2007.
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DESTAQUE |
O Instituto Nacional de Câncer, na qualidade de Secretaria Executiva da Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ), divulgou um relatório sobre a 1ª Reunião do Grupo de Estudos Ad Hoc sobre Alternativas Agrícolas à Produção de Fumo, realizado nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2007 na sede da OPAS em Brasília.
Para conhecê-lo acesse:
http://www.inca.gov.br/tabagismo/frameset.asp?item=cquadrooms&link=relatorio1.pdf
Diversificação - Região vai receber lavouras
demonstrativas
Souza Cruz investe em tecnologia no
Estado
Kumiko Watari na campanha sem tabaco, 100%
fashion
Imagens que falam mais do que
palavras
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NOTÍCIAS
MUNDO |
O Cigarro é dos Vilões - Obrigado por não
fumar
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CIÊNCIA
& SAÚDE |
Doenças relacionadas ao cigarro matam 200 mil
brasileiros por ano
Philip Morris testa cigarro sem
fumaça
Gravidez e cigarro não
combinam
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ARTIGOS |
Proposta de legislação para tabaco enfatiza
necessidade de pesquisas
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CURSOS
& EVENTOS |
7ª Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças
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NOTÍCIAS
BRASIL |
Fonte:
Gazeta do Sul
Data:
11/03/07
Uma
nova atividade em torno da diversificação vai ser desenvolvida nos municípios
produtores de fumo em todo o Estado. Por meio de um projeto da Emater, a partir
do mês que vem passarão a ser implantados pomares com frutíferas, hortas para
cultivo de legumes e lavouras de subsistência em propriedades de pequeno e médio
portes.
O
objetivo é avaliar a viabilidade dessas culturas para promover a diversificação
do meio rural. Ao todo serão 33 unidades demonstrativas com 500 metros quadrados
que receberão também equipamentos destinados à irrigação, como mangueiras e
cisternas. De acordo com o assistente técnico da Emater, Jandir Esteves, o
sistema poderá servir de modelo para os agricultores. “Eles poderão fazer o
mesmo em suas propriedades”, ressaltou.
Para
escolher os locais onde serão implantadas as Unidades Experimentais
Participativas (UEPS), foi levada em conta a vocação do produtor e seu
comprometimento em torno da atividade produtiva. Nesta sexta-feira, durante
reunião técnica realizada na Casa da Emater, no parque de Exposições Hainsi
Gralow, técnicos agrícolas e extensionistas rurais discutiram como vão ser
implementadas essas atividades nos vales do Rio Pardo e Taquari.
O
primeiro passo vai ser identificar os locais para implantação das lavouras.
Depois disso, os beneficiados começarão a receber assistência técnica e
orientações em torno do cultivo. Entre as exigências para isso, de acordo com
Esteves, está a atividade fumageira. “É especifico para fumicultores”, reforçou.
A
previsão é de que sejam investidos em torno de R$ 500 mil, obtidos junto ao
Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para a capacitação dos profissionais
que vão atuar e dos produtores. Esse valor, no entanto, não será suficiente para
atender todas as regiões e por isso, segundo o assistente técnico da Emater de
Estrela, Derli Bonine, foram estipulados os 14 municípios a serem beneficiados
no Vale do Rio Pardo.
Onde
ficarão as unidades: Cachoeira do Sul, Candelária, Cerro Branco, Pantano Grande,
Novo Cabrais, Rio Pardo, Santa Cruz do Sul, Vera Cruz, Herveiras, Vale Verde,
Passo do Sobrado, Vale do Sol, Sinimbu e Venâncio
Aires.
Fonte:
Gazeta do Sul
Data:
10/03/07
Unidade
fica em Cachoeirinha e concentra um dos mais modernos centros de pesquisas da
empresa em todo o mundo. Investimento foi de R$ 150
milhões
A Souza Cruz inaugurou na última quarta-feira o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (CPD), localizado em Cachoeirinha. O empreendimento chama a atenção não apenas pela tecnologia empregada, mas também pela estrtura física dos prédios.
A
multinacional empregou R$ 150 milhões para erguer 19,8 mil metros quadrados de
área, divididos em cinco blocos integrados de laboratórios e uma planta piloto
destinada ao desenvolvimento de amostras e novos processos de produção de
cigarros. A esses processos foram incorporados os mais modernos conceitos de
arquitetura, construção e operação existentes para laboratórios e centros de
pesquisas, de acordo com exigentes padrões internacionais.
A área
gerencial foi projetada para permitir a maior integração possível entre os
pesquisadores, criando um ambiente interativo propício aos trabalhos de pesquisa
e desenvolvimento, contando também com uma biblioteca especializada.
Considerado
um dos melhores do mundo e o mais completo do grupo British American Tobacco
(BAT), o CPD é responsável pela coordenação regional de desenvolvimento de
produtos para a região de toda América Latina e Caribe.
Com a
transferência da unidade do Rio de Janeiro para Cachoeirinha, a Souza Cruz
assegura maior eficiência operacional, integração logística da cadeia de
produção e expansão e modernização dessas unidades, limitadas pela área física e
características atuais.
Esse
não será o único investimento da multinacional do Estado. Durante a inauguração
do CPD, o presidente da empresa no Brasil, Andrew Gray, informou que ainda devem
ser aplicados R$ 162 milhões na construção do complexo gráfico, junto à unidade
industrial. Na primeira etapa do empreendimento serão R$ 120 milhões e, em uma
segunda fase, mais R$ 42 milhões, com a geração de 500 empregos diretos. A
previsão é de que em dois anos todo o processo de transferência da unidade
gráfica já esteja concluído.
OS
LABORATÓRIOS
Bloco I
– Análises Regulatórias
Bloco
II – Análise de Cigarro
Bloco
III – Análise de Fumo
Bloco
IV – Análises Sensoriais, de Desenvolvimento de Flavors e de Tecnologia de
Processo
Bloco V
– Fitopatologia
Fonte:
http://www.segs.com.br
Data:
09/03/07
Após
ser escolhida um dos três destaques no Prêmio Saúde - da Abril, a campanha "Sem
Tabaco, 100% Fashion", patrocinada pelo Cettro, vai ganhar a terra da
Rainha.
É que a
camiseta deste ano será criada por Kumiko Watari, estilista formada pela
renomada faculdade londrina Saint Martins, por onde também passou o brasileiro
Inácio Clemente - atual estilista da marca francesa Cacharel. Especialista em
estamparia, Kumiko ganhou a atenção da mídia no desfile coletivo da Saint
Martins na London Fashion Week, em fevereiro. [14]
A ação
terá editorial feito na Inglaterra, sob o comando da Agência Athena, e o
lançamento da camiseta acontece em Brasília, no Dia Mundial Sem Tabaco (31/05).
Para rememorar: a campanha lança anualmente uma T-shirt que tem renda total
revertida a uma causa ligada à assistência aos pacientes carentes com câncer.
Walter Rodrigues e Luiza Marcier já apoiaram a
iniciativa.
Fonte:
Ana Maria – São Paulo
As
fotos que mostram os males do fumo nos maços de cigarro surtem
efeito positivo. De acordo com uma pesquisa da Universidade de
Waterloo, no Canadá, 40% dos entrevistados que abandonaram o vício
contaram que sentiram medo ao ver as imagens. Para Tânia Cavalcante,
coordenadora do Programa Nacional de Controle do Tabagismo do
Ministério da Saúde, essa reação pode mesmo ser responsável, ao
menos, por diminuir o número de cigarros fumados por dia. Outro
estímulo é a divulgação do telefone do Disque – Pare de fumar,
também no maço. A propósito, o número é:
0800-7037033.
Data:
14/03/2007
Fonte:
O Fluminense – Niterói
Data:
06/03/2007
Profissionais
que auxiliam fumantes que desejam pôr fim ao vício oferecem atividades em
restaurante. Cidade também conta com grupos de
ajuda.
Para
preservar a vida é preciso que os dependentes do fumo consigam largar esse tipo
de droga. Por conta disso, os fumantes poderão contar com a ajuda de
funcionários da área médica que estão sendo capacitados através de um curso de
Abordagem Intensiva do Fumante. Profissionais da Secretaria de Saúde de Niterói,
de Duque de Caxias, Belford Roxo, da Universidade Federal Fluminense, do Corpo
de Bombeiros e de diversas outras instituições, participaram, ontem à tarde, de
atividades voltadas para o combate ao tabagismo em Niterói. Durante todo o dia,
na churrascaria Porção, em São Francisco, os presentes aprenderam como ajudar as
pessoas que desejam parar de fumar.
Mais de
45 pessoas estiveram presentes no encontro. O evento contou com palestras da
coordenadora do programa em Niterói, Cristina Cantarino, e também do
pneumologista do Programa Nacional de Controle do Tabagismo, Ricardo Meireles,
que, entre outras coisas, falou sobre as conseqüências ambientais do fumo no
Brasil. Segundo Cristina Cantarino, o curso tem o objetivo de ampliar o serviço
que já vem sendo desenvolvido pelo Ministério da Saúde em apoio aos fumantes que
pretendem pôr fim ao vício. De acordo com dados do Ministério da Saúde, no
Brasil estima-se que cerca de 200 mil mortes por ano são decorrentes do
tabagismo.
A
Policlínica, que funciona no Hospital Universitário Antônio Pedro, no Centro, já
possui seu grupo de trabalho em funcionamento, mas não é a única. A Policlínica
Comunitária de Jurujuba, através do programa Médico de Família, e a Policlínica
Antônio Pedro, também exercem esse tipo de trabalho que consiste em encontros
para a conscientização e acompanhamento do fumante até que ele pare de fumar.
Médicos, enfermeiros, assistentes sociais e psicólogos participam do projeto e
se revezam entre os encontros, que duram um ano. Informações com a
vice-presidência de Atenção Ambulatorial Coletiva e da Família no telefone
2719-4614.
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NOTÍCIAS
MUNDO |
Fonte: Revista do Correio Brazilienze de
Domingo
Data:
06/03/07
Chega neste semestre ao mercado brasileiro o primeiro medicamento criado especificamente para quem deseja largar o cigarro. Além do aliado terapêutico, há um outro motivo para abdicar do vício: o mundo já não é um bom lugar para os fumantes
As 101
pessoas mais influentes que nunca viveram, o caubói do Marlboro foi considerado
o personagem mais influente na formação do comportamento da sociedade - para se
ter uma idéia, foi mais lembrado do que Papai Noel. Se o título é digno de
aplauso como jogada de marketing, vale lembrar que a imagem dele já não tem nada
tem a ver com o charmoso domador de cavalos dos anos 50. Ele agora é vilão. No
cinema ou na TV, hoje o fumo serve para compor personagens de caráter duvidoso
ou malsucedidos financeiramente. Uma mudança que reflete a tendência de acabar
com qualquer glamour que possa ter existido num maço de cigarros.
Fumar
está fora de moda. Esse é o primeiro fato. Existe uma cruzada antitabagista
mundial, que alcançou até a França - um dos últimos países a restringir os
lugares onde as tragadas são livres - e está transformando o planeta num habitat
hostil para o fumante. Esse é o segundo fato. O terceiro e mais contundente
fato: o vício em tabaco mata cerca de 5 milhões de pessoas no mundo por ano,
segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Ou seja, a opção para quem deseja
viver mais e conviver melhor socialmente se restringe a parar ou parar. Mas
como?
A
Revista do Correio ouviu especialistas sobre o assunto, que são categóricos:
nenhum apoio terapêutico servirá como aliado se a pessoa não tiver tomado a
decisão de largar o vício. Mas para quem chegou nesse estágio, há uma boa
notícia. Até o fim do semestre, chega ao Brasil a primeira droga criada
especialmente para combater o tabagismo: a vareniclina.
O cerco
no mundo:
1 –
FRANÇA: No mês passado, a França adotou proibição do fumo em locais públicos.
Fica vetado acender cigarros em hospitais, escritórios, estações de trem e
aeroportos sob o risco de ser multado em 68 euros (R$ 188). Mas em bares,
restaurantes, tabacarias, cassinos e discotecas o fumo está permitido até
janeiro do ano que vem. Esses estabelecimentos tiveram o prazo prorrogado para
se adaptarem, construindo 'fumódromos'.
2 –
BRASIL: Desde 1996, existe lei que proíbe fumar em recinto coletivo, seja ele
privado ou público, tais como repartições públicas, salas de aula, bibliotecas,
ambientes de trabalho, teatro e cinemas. Mas foi apenas quatro anos depois que a
proibição de fumar em aeronaves e demais veículos de transporte coletivo foi
editada. Nesse mesmo ano, ficou vetada a participação de crianças e adolescentes
na publicidade de produtos derivados do tabaco assim
como a propaganda por meio eletrônico.
Em
2002, foram proibidos produção, importação, comercialização, propaganda e
distribuição de alimentos na forma de cigarro, charuto, cigarrilha. Além disso,
no Brasil não se vende cigarro para menores de 18 anos e a frase "Este produto
contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, e nicotina, que causa
dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo destas
substâncias" deve ser destacada nas embalagens de cigarro.
3 -
INGLATERRA: Em 2006, o Parlamento aprovou lei que proíbe fumo em todos os
espaços públicos fechados, inclusive em escritórios, bares e
discotecas. Hoje, cerca de um em quatro britânicos fumam.
4 –
IRLANDA: Foi o primeiro país a proibir o fumo em locais públicos fechados.
Qualquer pessoa que for pega fumando em lugares proibidos paga multa de 3 mil
euros.
5 –
NORUEGA: Foi o segundo país a proibir o fumo em locais fechados, em junho
de 2004.
6 –
CHINA: O maior consumidor de tabaco do mundo ratificou o tratado da OMS contra o
tabagismo em 2005. Isso significa a proibição da venda de tabaco para menores e
a proibição de anúncios, promoções ou patrocínio ligado ao fumo. Também proibiu
a construção de novas fábricas de cigarro no país.
7 –
CUBA: Em 2005, proibiu o fumo em lugares públicos fechados, como restaurantes,
ônibus e táxis. Cuba é um dos maiores produtores de charuto do mundo e o governo
estima que metade da população adulta é fumante.
8 –
BUTÃO: Não há outro país com leis antitabaco tão rígidas. É proibido vender
qualquer produto do tabaco e fumar em locais públicos. Os cidadãos do país podem
trazer o cigarro do exterior, mas estarão sujeitos a um imposto de, pelo menos,
100%.
9 –
ITÁLIA: O fumo é proibido em lugares públicos. Em 2005, o país lançou a campanha
"Fumar não é sexy". Em 2006, fábricas italianas passaram a cortar o
salário de funcionários fumantes para compensar o tempo gasto com o vício.
10 – ESPANHA: O Congresso espanhol proibiu o fumo em algumas praias do
litoral em 2006. Os infratores são sujeitos à multa de 500 euros. No país, já é
proibido fumar nos restaurantes e bares (exceto se houver área para fumantes) e
em locais de trabalho.
Fonte:
Rede
Psi
Data:
04/03/07
Cerca
de 200 mil pessoas morrem por ano no Brasil vítimas de doenças relacionadas ao
cigarro. No mundo, esse número sobe para quase cinco milhões no decorrer de um
ano. Para tentar diminuir o número de fumantes e de mortes no Brasil e alertar
sobre os males causados pelo fumo que o Inca (Instituto Nacional de Combate ao
Câncer) e outras entidades comemoram em 29 de agosto o Dia Nacional de Combate
ao Fumo.
A Lei
Federal nº 7.488 de 11 de junho de 1986 estabelece que, durante a semana que
antecede a data, seja lançada uma campanha de âmbito nacional, visando alertar a
população, em particular os adolescentes e adultos jovens
alvos
preferidos
da indústria do tabaco.
Anualmente
são homenageados pelo Ministério da Saúde, no Dia Nacional de Combate ao Fumo,
os Estados, municípios, ambientes de trabalho, unidades de saúde e escolas que
mais se destacaram no desenvolvimento de ações de controle do tabagismo no
Brasil. A premiação é realizada como reconhecimento às ações do Programa
Nacional de Controle do Tabagismo e outros Fatores de
Risco.
Doenças
Os
problemas causados pelo cigarro estão cada vez mais presentes no cotidiano das
pessoas, principalmente dos jovens e mulheres, que antes não fumavam tanto. O
consumo de cigarros, charutos, cachimbo, fumo de rolo e rapé, leva ao organismo
mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo nicotina, monóxido de carbono (o
mesmo gás que sai do escapamento de veículos), alcatrão, agrotóxicos e
substâncias radioativas, que propiciam o desenvolvimento de câncer. Aliado a
outros hábitos, o cigarro tem favorecido o desenvolvimento de alguns tipos de
tumores, ente eles o de pulmão, muito agressivo e com altas taxas de
mortalidade. Além disso, esses os componentes da fumaça do cigarro causam
dependência, o que potencializa ainda mais os efeitos negativos no corpo
causando câncer de pulmão, bexiga, boca, laringe e pâncreas, hipertensão
arterial, infarto, derrames cerebrais, bronquite crônica, enfisema e úlcera
gástrica, entre outros.
Os
fumantes adoecem com uma freqüência duas vezes maior que os nãofumantes, têm
menor resistência física, menos fôlego, pior desempenho nos esportes e na vida
sexual, envelhecem mais rapidamente e apresentam um aspecto físico menos
atraente, pois ficam com os dentes amarelados, pele enrugada e impregnada pelo
odor do fumo", afirma Edra Domingues P. de Oliveira, médica da Oncocamp, em
Campinas (SP). Prevenção é a palavra chave para manter a saúde e possuir hábitos
saudáveis.
Tabagismo
no Brasil
O
percentual de fumantes no Brasil é considerado alto quando comparado com outros
países, principalmente da América Latina, segundo o Inca. Dados apontam que um
terço da população adulta fuma, sendo 11,2 milhões de mulheres e 16,7 milhões de
homens. Cerca de 90% dos fumantes ficam dependentes da nicotina entre os 5 e os
19 anos de idade. Atualmente, existem no país 2,8 milhões de fumantes nessa
faixa etária. A maioria dos fumantes tem entre 20 e 49 anos de idade. Os homens
fumam em maior proporção que as mulheres em todas as faixas etárias. Porém, a
mulher vem aumentando sua participação no número de fumantes, sobretudo na faixa
etária mais jovem.
O uso
inicial de tabaco é bastante precoce na vida dos estudantes da rede pública de
ensino, sendo que, entre os 10 e
12 anos
de idade, cerca de 11,6% já fizeram pelo menos uso experimental do cigarro, de
acordo com o estudo realizado pelo Cebrid (Centro Brasileiro de Informações
sobre Drogas Psicotrópicas). Fuma-se mais na região Sul (42% dos habitantes da
região), sendo Porto Alegre a detentora dos maiores índices conhecidos de câncer
de pulmão no país. Embora se fume menos na região Nordeste (31% da população),
este percentual é ainda considerado muito alto.
Fonte:
Valor Econômico
Data:
21/02/07
Que tal
chegar no bar ou restaurante lotado, tirar do bolso um aparelho eletrônico,
acoplar a ele um cigarro e fumar respeitando os pulmões dos não fumantes?. É
esse aparelho eletrônico que a Philip Morris, uma das maiores companhias de
tabaco do mundo, testa em Zurique. A expectativa é de modificar a relação entre
fumante e não-fumante, e influenciar o debate político sobre proibição de se
fumar em locais públicos.
A
"nova maneira de fumar" já ganhou o apelido de Heatbar, de Tobacco Heating
System (THS). O aparelho tem a aparência de um microfone meio grandinho ou de
uma escova dental elétrica. A novidade é que o Heatbar só esquenta o cigarro, ao
invés de queimá-lo, e reduz em até 90% a fumaça, que sempre incomoda o "fumante
passivo", aquele que não fuma, mas que acaba inalando a fumaça. O fumante coloca
um cigarro especial dentro do aparelho, e este começa a aquecer o cigarro. Dez
segundos mais tarde, o fumante pode começar a inalar, sentindo um sutil sabor de
tabaco. O aparelho é destinado a evitar cinzas, odor, e, na teoria, não
incomodar o não fumante.
"Esse
modo de consumir causa pouco dano à qualidade do ar de um local porque não há
combustão'', diz um porta-voz. O Heatbar tem bateria suficiente para o o cliente
fumar até dois pacotes de ''cigarro THS''. Philip Morris está testando quatro
marcas do cigarro especial, com o pacote custando US$ 5. No momento, o aparelho
e esses cigarros estão à venda somente em Zurique. O fumante pode testar o
Heatbar por 30 dias. Depois, ou o aluga por US$ 16 por mês, ou o compra por US$
240. A empresa também cobra US$ 5 por mês pelo serviço técnico, para eventual
troca de peças ou bateria.
A
empresa alerta que, como qualquer outro tabaco, os cigarros THS são perigosos e
viciam. Ou seja, pode não haver fumaça, mas não significa que sejam saudáveis.
Philip Morris abriu um Heatbar Tasting Room, uma espécie de café em Zurique,
para receber o consumidor e testar reações. A empresa diz que o aparelho é
resultado de sua área de pesquisa e dependendo da resposta dos fumantes - e dos
não-fumantes -, poderá desenvolvê-lo
comercialmente.
O
Heatbar começa a ser testado num ambiente de crescente rejeição ao fumo em
locais públicos na Europa. Na Suíça, o Parlamento deverá decidir, em breve, se
interdita o fumo nos locais de trabalho, para reduzir os riscos da fumaça
passiva. Ao mesmo tempo, um novo um novo medicamento para parar de fumar chega a
farmácias em França e Suíça. É o Champix, já em venda nos EUA. Após 12 anos de
pesquisa e US$ 800 milhões investidos, a Pfizer aposta num volume importante de
vendas. Estima-se que 70% de 1,3 bilhão de fumantes no mundo deseja parar de
fumar. A vareniclina, uma molécula sintética, age diretamente sobre o mecanismo
de dependência a nicotina. De uma parte, reproduz parcialmente os efeitos da
nicotina, e de outra dá a mesma sensação que um cigarro
oferece.
Data:
14/03/2007
A
Organização Mundial da Saúde (OMS) inicia a campanha do Dia Mundial Sem Tabaco
2007, que visa trabalhar o conceito de ambientes 100% livres do tabaco. A idéia
é alertar que ventilação e filtragem do ar não são suficientes para reduzir a
exposição dos não-fumantes aos malefícios da fumaça. De acordo com um estudo do
Instituto Nacional do Câncer (INCA), além dos riscos para os fumantes, o
tabagismo passivo (pessoas que não fumam, mas que têm contato com a fumaça) é a
causa de doenças graves como câncer de pulmão e enfarto. Foi constatado, ainda,
que mulheres e crianças são os grupos de maior
risco.
“Em relação à saúde reprodutiva, o
tabagismo é um entrave real para o casal que deseja engravidar”, afirma o
especialista em reprodução humana, Joji Ueno, coordenador do curso de
pós-graduação, Especialização em Medicina Reprodutiva, ministrado pelo Instituto
de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. No caso das
mulheres, por exemplo, o tabagismo reduz globalmente a fertilidade, causando um
atraso da primeira gestação. “O tabagismo materno afeta a fertilidade mais que o
tabagismo paterno, o que significa que o sistema reprodutivo feminino é mais
vulnerável ao cigarro”, afirma Ueno.
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ARTIGOS |
Autor:
Dr. John E. Niederhuber - Diretor, Instituto Nacional do Câncer dos
EUA
Fonte:
www.cancer.gov
O
notável declínio do tabagismo durante as últimas décadas é um anúncio do
excelente trabalho de muitos nas comunidades de câncer e saúde pública. Mas isso
não significa que nosso trabalho está concluído.
De
acordo com a mais recente estatística, cerca de 21% dos adultos norte-americanos
eram fumantes em 2005, mas os índices de tabagismo eram muito maiores entre
determinados grupos, incluindo pessoas com menor educação e os que vivem na
pobreza. As empresas de tabaco, enquanto isso, continuam a introduzir novos
produtos, alguns que alegam causar “menor dano”, e alguns dos maiores
fabricantes de cigarro do país estão inclusive entrando no mercado de tabaco que
não produz fumaça.
É neste
cenário que o Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Previdência do Senado na
semana passada participou de uma audiência em legislação recentemente
introduzida pelo Senador Edward Kennedy que garantiria à Food and Drug
Admistration (agência governamental responsável pelo controle de alimentos e
drogas) competência para regular os produtos derivados de
tabaco.
Conforme
o novo texto, a legislação garantiria à FDA autoridade
para:
-
Restaurar uma norma promulgada pela FDA em 1996 que inclui restrições
significativas ao marketing do tabaco e venda para
jovens.
-
Restringir promoção e propaganda dos produtos derivados do tabaco à máxima
extensão permitida pela Primeira Emenda.
-
Requerer as fábricas de cigarro que forneçam detalhadamente, revelação dos
ingredientes presentes na queima do fumo, nicotina, e componentes da fumaça em
seus produtos.
-
Requerer alterações nos atuais e futuros produtos derivados do tabaco, incluindo
a redução ou eliminação de ingredientes e substâncias nocivas à
saúde.
-
Regular completamente produtos rotulados como “risco
reduzido”.
-
Exigir avisos de saúde mais severos nos produtos derivados de tabaco e suas
propagandas, e banir o uso de termos como “light”, “moderado” e “baixos teores”
nas embalagens e propagandas.
Questões
importantes, complexas e não respondidas seriam levantadas por requerimentos
adicionais de autoridade reguladores. Pesquisas de epidemiologia e vigilância
seriam requeridas para monitorar o impacto de qualquer produto de risco
modificado no mercado, e pesquisa seria necessária para determinar o impacto
biológico dos produtos com níveis mais baixos de nicotina e outras substâncias
tóxicas, tanto em nível individual quanto na
população.
O NCI’s
Tobacco Control Research Branch (TCRB) – órgão do Instituto Nacional do Câncer
Norte Americano – está financiando pesquisa em andamento sobre muitos fatos
levantados em defesa do controle do tabaco, incluindo os efeitos dos avisos e
promoção nas populações mais propensas ao fumo. Além disso, o Instituto Nacional
do Câncer está financiando duas importantes ações endereçadas aos produtos
derivados do tabaco que alegam possuir risco reduzido, uma focada no teste
desses produtos e a outra focada no comportamento após o uso e a exposição às
toxinas entre os fumantes desses produtos.
O
tabagismo continua com a maior causa de morte prematura e evitável nos Estados
Unidos, contabilizando um terço de todas as mortes por câncer. Qualquer que seja
o resultado deste processo legislativo, o Instituto Nacional do Câncer está
comprometida a enfrentar o malefício do tabaco financiando medidas de controle
do tabaco e pesquisas de prevenção.
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CURSOS
& EVENTOS |
Estarão
abertas a partir do dia 01º de março e até o dia 30 de abril as inscrições de
trabalhos para a 7ª Mostra Nacional de Experiências Bem Sucedidas em
Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças.
Esta é
uma iniciativa da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e as
ações para controle do tabagismo estão inseridas no terceiro eixo
temático dos trabalhos.
Os
trabalhos devem estar vinculados a eixos temáticos. Dentre tais temas
destacamos:
1.
Vigilância em Saúde Ambiental
2.Vigilância,
Prevenção e Controle de DST/AIDS
3.
Vigilânica, Prevenção e Controle de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e
Promoção da Saúde
A
inscrição é institucional e o autor principal deve estar lotado no serviço
público que apresenta a experiência exitosa. A instituição vencedora da mostra
competitiva receberá um prêmio de R$ 30 mil.
Lembramos que todos estão convidados a inscrever-se para participar da 7ª EXPOEPI que será realizada em Brasília no período de 21 a 23 de novembro de 2007.
Para
maiores detalhes acessar www.saude.gov.br/svs
O link para divulgação do concurso é: https://200.214.130.60/cooperasus/index.php?co_area=13
BOLETIM
ELETRÔNICO - ALIANÇA POR UM MUNDO SEM TABACO
Publicação
eletrônica semanal do Instituto Nacional de Câncer.
Este
Boletim contém notas sobre notícias e artigos publicados na imprensa brasileira
sobre controle do tabagismo. As opiniões aqui contidas não representam o
posicionamento do Instituto Nacional de Câncer sobre esses
temas.
Produção:
Divisão de Controle do Tabagismo e Outros Fatores de Risco/ Coordenação de
Prevenção e Vigilância /
Instituto
Nacional de Câncer
Equipe
do Boletim POR UM MUNDO SEM TABACO:
Coordenador
Editorial: Felipe Mendes
Conselho
Editorial: Tânia Cavalcante, Cristiane Vianna, Marcus Valério, Cristina Perez
e Érica Cavalcanti.
Comentários:
porummundosemtabaco@inca.gov.br
Caso
você não queira continuar recebendo o Boletim, envie e-mail para, indicando na
linha de assunto: EXCLUIR.