| Lula Helfer/Ag.
Assmann |
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| Casas em estilo
colonial e recursos naturais do Sete Águas
ajudam a preservar as características do
interior |
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Dejair
Machado dejair@gazetadosul.com.br |
O
turismo se transformou em alternativa de renda para uma
família moradora da região de Boa Vista, no interior de
Santa Cruz do Sul. Depois de passar grande parte da vida
trabalhando com a produção de fumo o agricultor Dalvo
Schmidt resolveu dar uma guinada e transformou sua
propriedade em uma área de lazer que a cada ano atrai
milhares de pessoas em busca de sombra e água fresca.
A idéia surgiu em 1999 e no mesmo ano começou a
funcionar o Sítio Sete Águas, localizado em um espaço de
53 hectares com piscina natural, açudes, quadras
esportivas em tamanho oficial e restaurante. Incluída no
roteiro turístico de Boa Vista, criado em 2000 pela
Universidade de Santa Cruz (Unisc) e Secretaria do
Turismo, a área conta com dois ambientes nos quais os
visitantes podem desfrutar de momentos sossegados ou
ouvir música. Com uma variedade tão grande de atrações o
sítio costuma receber em média, nos meses mais quentes,
cerca de 5 mil visitantes.
Neste ano o público
poderá contar ainda com duas casas de lazer, construídas
para hospedagem. Resultado de um investimento de R$ 55
mil captados por meio de uma linha de crédito do Pronaf
no Banco do Brasil, as construções foram inauguradas
ontem em uma cerimônia que contou com a participação da
vice-prefeita Helena Hermany e do secretário de Turismo,
Carlos Agnes, além de representantes da Emater,
sindicatos, imprensa e entidades parceiras.
Acompanhado da família, o empreendedor ressaltou
que o projeto tem por objetivo estimular o turismo em
Santa Cruz do Sul. “Estou atendendo a um pedido dos
próprios freqüentadores que queriam um lugar para
hospedagem”, ressalta. Ele afirma que, além de encontrar
o espaço organizado, os visitantes também terão a
alternativa de praticar trilhas nas matas e conferir a
diversidade natural da região.
MUDANÇA
Embora mantenha o cultivo de fumo, milho e
criação de gado, Schmidt salienta que o investimento na
transformação da propriedade em área de lazer tem como
objetivo buscar a qualidade de vida para a família.
“Tive um problema no coração causado pelo veneno e
resolvi mudar de ramo para cuidar da minha saúde”,
conta. O resultado deu tão certo que ele e as filhas
Carla e Raquel já fazem planos de continuar estruturando
a propriedade como forma de garantir a diversificação.
Com isso, segundo Agnes, o turismo também se
fortalece. Ele ressalta que estavam faltando ações deste
tipo e destacou a necessidade de os empresários
continuarem investindo para agregar renda ao meio rural.
Iniciativas de turismo como a de Boa Vista também foram
adotadas por um grupo de empreendedores da região de Rio
Pardinho.
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SAIBA
MAIS
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•• Uma
das casas construídas na propriedade dos Schmidt
é toda de pedras e resgata a tradição colonial.
De acordo com Carla, o material foi retirado de
uma construção com mais de 100 anos que servia
como abatedouro e foi reconstruída para abrigar
os visitantes. O outro imóvel é de tijolos
fabricados na região de Boa Vista.
•• As
construções estão situadas no alto de um morro
que permite a vista de todo o sítio. Elas são
mobiliadas e contam ainda com televisão e antena
parabólica.
•• Quem quiser se hospedar no
local deve fazer reservas antecipadas por meio
dos telefones 3711 3038, ramal 207 ou pelo 9878
2713. Imagens e informações sobre o local podem
ser encontradas no site www.seteaguas.com.br. Os
preços para hospedagem são variáveis. De
sexta-feira a domingo o casal paga R$ 120,00 e
cada visitante extra tem um custo de R$ 20,00.
De sexta-feira a segunda- feira o preço por
casal é de R$ 150,00 e o adicional por pessoa de
R$ 20,00. De segunda-feira a quinta-feira o
casal paga R$ 45,00 e o adicional por pessoa é
R$
15,00.
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