ALIANÇA POR UM MUNDO SEM TABACO
Boletim
17 de maio de 2007
DESTAQUE |
Prezado
Associado da Aliança
Por um Mundo sem Tabaco,
Informamos
que os boletins semanais da Aliança Por um Mundo sem
Tabaco estão em processo de reformulação, razão pela qual
interrompemos o envio desde a semana retrasada.
Estamos
preparando um novo boletim, com um formato mais moderno e interativo, e com
matérias elaboradas pela equipe do Instituto Nacional de Câncer. Os principais
temas sobre controle do tabagismo continuarão sendo apresentados e debatidos com
a mesma qualidade e seriedade de sempre.
Além
disso, a partir de agora você poderá encontrar as principais notícias do Brasil
e do mundo sobre controle do tabagismo no sítio eletrônico do INCA: www.inca.gov.br/tabagismo.
Esperamos
que você continue aproveitando este espaço de informação e participando com o
envio notícias e comentários.
Atenciosamente,
Aliança Por um Mundo
sem Tabaco
31 DE MAIO – DIA
MUNDIAL SEM TABACO: AMBIENTES LIVRES DO
TABACO |
Tabagismo passivo pode ter nova lei em
MG
Você concorda com o aumento das restrições aos
fumantes em locais públicos? Por quê?
Participe da Campanha “Vozes Unidas por um mundo
livre de fumo”
Fórum de Mobilização para a Promoção de
Ambientes Livres do Fumo
Enquete: Você é a favor da proibição do fumo em
ambientes fechados?
OPORTUNIDADES |
Bloomberg abre segunda rodada de inscrição para
bolsas
Primeiro Concurso Iberoamericano de
Promoção da Saúde no Âmbito Escolar
CIÊNCIA &
SAÚDE |
51% das crianças são fumantes
passivas
Lançamento do livro “Tabagismo – uma doença
pediátrica”
Rio tem maior número de fumantes, diz
estudo
NOTÍCIAS
MUNDO |
Uruguai pede apoio à Projeto de Lei sobre regulação
e controle do consumo de tabaco
31 DE MAIO – DIA MUNDIAL SEM TABACO: AMBIENTES LIVRES DO TABACO |
Fonte:
O Tempo / MG
Data:
10/05/2007
Fumar
dentro de bares, boates e restaurantes fechados é uma prática que pode estar com
seus dias contados em Belo Horizonte, Minas Gerais. Aproveitando o Dia Mundial
sem Tabaco, comemorado em 31/05, a Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara
discutirá a saúde do fumante passivo, que é afetada nesses estabelecimentos. A
preocupação com esse público tem razão de ser: o tabagismo passivo é a terceira
causa evitável de morte no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e o
alcoolismo, respectivamente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde
OMS.
Em
abril, a OMS divulgou um alerta informando que a poluição dos ambientes fechados
é responsável por desencadear cerca de 2,7% das doenças no mundo e hoje é um
problema maior dos espaços abertos. Segundo a Organização, a fumaça de cigarro
em ambientes fechados é responsável por 3,7% das doenças no mundo – o quarto
principal fator de morte depois da desnutrição, sexo sem proteção e baixas
condições sanitárias.
Como
forma de preservar a saúde dos não-fumantes e tentar diminuir a incidência de
fumantes na cidade – gira em torno de 20% da população de acordo com a
Secretaria Estadual de Saúde (SES) –, o Vereador Tarcísio Caixeta defende
mudanças na Lei municipal nº 6.861/1995, que restringe o tabagismo em locais
públicos fechados. Segundo ele, essa Lei é antiga e está
ultrapassada.
“Temos
sempre que reforçar a proteção aos não-fumantes. Para isso, defendo
a proibição radical do tabagismo dentro desses locais como bares, boates e
restaurantes ou a criação de um espaço totalmente isolado para os fumantes como
a Anvisa sugeriu”, afirmou Caixeta, que tem um projeto de Lei sobre o
assunto.
Segundo
a Pneumologista Adriana Carneiro, Presidente da Comissão de Controle do
Tabagismo da Associação Médica de Minas Gerais, há dois fumantes passivos para
cada ativo. “Esse contato em curto prazo pode causar irritação ocular e na
garganta, asma e acesso de tosse. Em longo prazo, pode provocar câncer de pulmão
e doenças cardíacas e respiratórias”, citou.
Garçons
e balconistas são principais vítimas
Garçons,
garçonetes e balconistas são motivos de preocupação para os que lutam contra o
tabaco nos ambientes fechados. A Pneumologista Adriana Carneiro, Presidente da
Comissão de Controle do Tabagismo da Associação Médica de Minas Gerais, disse
que esses profissionais são altamente prejudicados por estar em contato
constantemente com a fumaça de cigarro. “Esses funcionários convivem diariamente
com a fumaça alheia e são uns dos mais prejudicados. Durante cerca de oito horas
por dia eles têm que respirar o ar poluído”.
Há 35
anos servindo clientes em bares e restaurantes de Belo Horizonte, o Garçom
Dirceu dos Santos Maia, 57, disse que não pode reclamar da fumaça do tabaco
porque ‘o cliente tem sempre razão’. “Fico muito incomodado com o mau cheiro da
fumaça dos cigarros dos clientes, mas tenho que ficar calado” – disse. Mesmo
afetando diretamente os profissionais que movem o setor, o Presidente do
Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte, Paulo
Pedrosa, disse não concordar com a proibição radical do consumo de tabaco nos
estabelecimentos. “A Lei já é clara e é cumprida”, afirmou.
Fonte:
A Notícia / SC
Data:
02/05/2007
Concordo
com as restrições, pois o número de fumantes vem crescendo e, com eles, todos os
malefícios que as 4,7 mil substâncias provocam. E, como se não bastasse, esses
malefícios não prejudicam somente quem fuma, mas todos aqueles que estão
próximos. Logo, somos tão prejudicados quanto eles. E se não fumamos para ter
qualidade de vida, por que devemos ficar à mercê? - Francine Goetz ,
Joinville
Eu
concordo porque a opção de fumar é dos fumantes, mas eles nos obrigam a ficar
cheirando e todas as pessoas que estão ao redor ficam fedendo. Isso sem falar
que prejudica a nossa saúde também. Sem nenhuma dúvida: tem que ser proibido,
sim. - Adriane, Joinville
Nada
tenho nada contra os fumantes. Eu acho que cada um tem o direito de fazer o que
quiser e bem entender com o próprio corpo, mas eles têm que entender que o
hábito, além de ser prejudicial a si mesmos, também é aos outros, mesmo a
distância. Para pessoas com alergia como eu, é insuportável. Há anos não
freqüento mais a vida noturna na cidade por causa do cheiro insuportável de
cigarro. Os comerciantes também deveriam entender que, ao permitir o fumo
indiscriminado, além de perderem clientes como eu, correm o risco de processos
trabalhistas, pois os funcionários podem alegar trabalho insalubre. Dizer que
proibir o fumo acarretará em perda de freqüentadores é bobagem. Os fumantes
passam horas sem poder fumar em várias situações, como em cinemas, aeroportos e
aviões. -Adilson Oliveira, Joinville
Deveria
ser totalmente proibido o fumo em qualquer edifício ou local freqüentado pelo
público em geral. A fumaça não se limita à área de fumantes. Ela invade e polui
todo o ambiente, não importando o tamanho. Já tive de mudar de local várias
vezes por causa dos fumantes. - Nelson Marques,
Joinville
Já fui
fumante na época em que fumar era elegante, inclusive nas paqueras. Passados
poucos anos, percebi a imbecilidade do fumante, engolidor de fumaça, poluidor e
mal-educado, pois não respeita os não-fumantes, achando que nós temos que
agüentar o prazer desvairado dele. Além de ser um poluidor de ruas, jardins,
floreiras e outros locais públicos, jogando as xepas em qualquer lugar. Aprovo a
idéia em 100%. - Klaus G Schossland, Joinville
Concordo
porque o pulmão é do fumante, mas o ar que respiramos é de todos. E tem mais:
com todas as campanhas antifumo veiculadas, se alguém tiver câncer ou outra
doença por causa do fumo não deveria receber ajuda governamental, pois todos
pagam pela irresponsabilidade de poucos. - Fidêncio Martendal, Campo
Erê
Penso
que a restrição aos fumantes em lugares públicos expande o direito do
não-fumante de não fumar passivamente. Quem fuma passivamente, na maioria das
vezes, não tem escolha. - Simone, Joinville
Já
fui fumante e percebo bem o mal que o cigarro faz à saúde de quem fuma e aos
passivos e acho injusto ser passivo. - Rosana Solange Lopes,
Joinville
Não
fumo e não quero fumar mesmo que passivamente. Quem não fuma deve ter sua opção
respeitada. - Joel Silva, Joinville
Dias
atrás estive em Maringá, no Paraná, e nos dois shoppings que visitei havia uma
sala reservada para fumantes. A sala estava equipada com confortáveis sofás e
poltronas. Crianças não eram permitidas dentro da sala. Achei interessante a
idéia e digna de ser seguida não só em shoppings, mas qualquer outro
estabelecimento ou repartição pública. - Ivana Edinéia Orzechowski,
Guaramirim
Quem quiser se suicidar que o faça, mas sem
arrastar outras pessoas consigo. - Aldoni José Koschinski, Rio
Negro
Não tenho nada contra o fumante, tenho
contra o fumo. Porém, o direito de quem não é fumante tem que ser respeitado. Se
não fumo, não quero ingerir fumaça (veneno) produzido por fumantes. - Alonso
Aurino Wagner, Palhoçais
Fonte:
ACT
Data:
12/05/2007
Em
Julho de 2007, a Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controlo do
Tabaco (CQCT) reunir-se-á para considerar e adotar as diretivas para a
implementação do artigo 8.º, relativo à proteção contra a exposição ao fumo
do tabaco. Tais diretivas deveriam
servir como melhores práticas para os países na implementação das suas leis
antitabaco.
No
período anterior à Conferência das Partes, o Global Smokefree Partnership vai
desenvolver uma campanha “Vozes Unidas por um mundo livre de fumo” com vista a
conseguir o apoio firme de todos os países à adoção de diretivas enérgicas e
eficazes para a implementação do artigo 8.º.
Participe
da Campanha juntando a sua voz e aderindo a seus princípios. Os Princípios da
Campanha serão apresentados aos representantes na Conferência das Partes (COP-2)
que realizar-se-á em Bangkok, Tailândia:
Junte a
sua voz à campanha visitando a seguinte página: http://www.globalsmokefreepartnership.org/globalvoices/
Fonte:
Coordenação Estadual do Programa de Controle do
Tabagismo/RS
Data:
24/04/2007
Em
alusão ao Dia Mundial Sem Tabaco, a Associação Médica do Rio Grande do Sul e a
Secretaria da Saúde do Estado do Rio Grande do Sul, convidam para o FÓRUM DE
MOBILIZAÇÃO PARA A PROMOÇÃO DE AMBIENTES LIVRES DO FUMO, à realizar-se no dia 30
de maio de 2007, às 19 horas, no Centro de Eventos
AMRIGS.
O Fórum
tem por objetivo sensibilizar a comunidade leiga e científica sobre os danos do
Tabagismo e enfocar as alternativas de mudanças existentes em nosso Estado. Em
anexo, segue a programação do evento. Os certificados serão fornecidos ao
término do Fórum.
PROGRAMAÇÃO
19h00:
Credenciamento
19h15:
Abertura
19h30:
Mini-conferência: POLUIÇÃO TABÁGICA AMBIENTAL, VENTILAÇÃO E LEI – Marina Seelig
(UFRGS)
20h15:
Oficinas: ONG’s / Universidades e instituições de ensino / Profissionais da
saúde / Empresas públicas e privadas
21h00:
Relatos das oficinas e propostas de atividades
21h40:
DEBATE: Relatores dos grupos, Comissão de Tabagismo do Projeto Fumo Zero e o
público
22h00:
Mini-conferência: REGULAMENTO TÉCNICO PARA RECINTOS FECHADOS: RESOLUÇÃO DA
ANVISA - Dr. Aloysio Achutti
22h30:
Coquetel de encerramento
Maiores
informações pelo fone: (51) 3014 2017.
Fonte:
O Globo / RJ
Data:
15/05/2007
Resultado:
Total de votos: 2205
Você é
a favor da proibição do fumo em ambientes fechados?
Sim, o
fumo faz mal para a saúde até de quem não fuma._________ 85.35%
Não, a
liberdade de fumar precisa ser respeitada.________________ 14.65%
OPORTUNIDADES |
Fonte:
INCA
Data:14/05/2007
A
Iniciativa Global Bloomberg para a redução do uso do tabaco foi lançada com
bolsas da Fundação da Família Bloomberg. Como parte dessa iniciativa, as bolsas
serão distribuídas por premiação competitiva para dar suporte a projetos para o
desenvolvimento e aplicação da intervenção de alto impacto para o controle do
tabaco, em países de média e baixa renda.
Organizações parceiras administrando fundos:
IUATLD
– Sindicato Internacional Contra a Tuberculose e Doenças
Pulmonares
CTCK –
Campanha Crianças Livres do Tabaco
Países
prioritários com os maiores números de fumantes. Entre vários, o
Brasil.
Projetos
prioritários levando a melhoras substanciais e sustentáveis na legalização,
regulamentos, políticas e programas para controle do tabaco, incluindo (mas não
restrito a):
Inscrição de conjuntos de organizações que trabalham em próxima colaboração para a promoção da mudança da política para controle do tabaco no país ou região.
Projetos
não encorajados incluem pesquisa básica, estudos acadêmicos, programas baseados
nas escolas, pesquisas de prevalência ou serviços de cessação (a não ser que
integre uma iniciativa de política)
Duração
do projeto: propostas
de projetos de curto prazo, um ano e dois anos
Alcance
da cobertura:
US$50,000 a US$500,000 (para iniciativa magnífica e
abrangente)
Quem
pode se inscrever:
Governos (autoridades de estado,provinciais); Organizações Não Governamentais
(ONG), de países de média e baixa renda; Instituições
Acadêmicas
A
Primeira Rodada das inscrições para bolsas: O round fechou a 10 de janeiro de
2007 - 42 propostas de 22 países entraram com contratos de negociação pelas
bolsas
A Segunda Rodada processo de inscrição para bolsas:
A
chamada para notificação de proposta será divulgada até 10 de maio de 2007
Data
limite para a entrega das idéias de projetos para a Segunda Rodada é 13 de junho
de 2007
Os
inscritos selecionados serão convidados a submeter uma proposta completa até
julho de 2007
As
inscrições serão estudadas sobre o potencial de sucesso, o potencial impacto
sobre o consumo de tabaco e a habilidade do inscrito na execução do plano do
projeto
Para
obter mais detalhes visite www.tobaccocontrolgrants.org
Bolsas para Advocacy de Resposta Rápida:
Para
assuntos emergentes, bolsas para Advocacy estão à disposição entre as rodadas
até o valor de US$ 50.000
Para
obter mais detalhes visite www.tobaccocontrolgrants.org
Fonte:
OPAS
Data:
07/05/2007
A
Organização Pan-americana da Saúde (OPS/OMS), através da Unidade de
Determinantes de Saúde e Políticas Sociais, está convocando para o Primeiro Concurso Iberoamericano de Promoção da Saúde
no Âmbito Escolar.
Podem
participar todas as escolas ou centros educativos da Ibero-América, públicos ou
privados, de educação inicial, pré-escolar, primária ou secundária, que tenham
desenvolvido experiências de promoção da saúde no âmbito escolar, ou de
implementação da Estratégia de Escolas Promotoras da Saúde, e que cumpram com os
critérios estabelecidos por este Concurso.
A
convocação estará oficialmente aberta até 31 de maio de 2007. A página
promocional do Concurso está disponível para consulta: www.surideogrupo.com/concurso.
Você encontra toda a informação sobre os critérios de seleção, o processo
de inscrição das experiências, a seleção e premiação e outros
detalhes.
Fonte:
O Barriga Verde
Data:
12/05/2007
Alto
Vale: Um total de 51% das crianças são fumantes passivas. Este foi o principal
resultado de um estudo desenvolvido pelo Hospital Universitário da Universidade
de São Paulo (USP) que analisou mil crianças de zero a 14 anos. Além disso, a
pesquisa identificou que 24% das crianças atendidas pelo hospital apresentaram
nicotina na urina, o que indica que estiveram em contato com a fumaça do cigarro
um dia antes.
Segundo
o coordenador da pesquisa, o pediatra João Paulo Lotufo, o estudo reflete a
falta de informação em torno do fumo passivo, que significa inalar as toxinas
presentes no cigarro por meio da fumaça produzida por uma pessoa que fuma ao
lado de outra. "Muitos pais ainda não sabem que, caso ele fume dentro de casa, o
filho terá 25% mais chances de sofrer de câncer de pulmão. É complicado fazer
essas pessoas pararem de fumar. Se o risco for para a mulher ou os filhos, a
consciência dói mais", diz.
Uma
possível orientação poderia partir dos pediatras, mas segundo Lotufo
pouquíssimos estão capacitados para informar os pais sobre o assunto. "Em outra
pesquisa, entrevistamos 200 médicos pediatras que clinicam na cidade de São
Paulo: 50% não falam sobre fumo passivo para os pais de seus pacientes e a outra
metade diz que trata do assunto. Mesmo dizendo que abordam a questão, quase 100%
errou quando questionados sobre a concentração de reposição de nicotina
necessária para um medicamento que diminui a síndrome de abstinência". Para o
médico, a formação dos futuros doutores falha ao não tratar do assunto na
universidade. "Incluímos há pouco tempo o assunto nas graduações de saúde da
USP", diz.
Atitudes
como fumar em ambientes separados ou acender o cigarro em locais mais arejados
são apenas paliativas, segundo Lotufo. "Não adianta nada fumar em outro cômodo.
A fumaça do cigarro percorre a casa inteira. Mesmo fumando antes de chegar em
casa, o cheiro do cigarro fica nas roupas do pai. Quando ele entrar, o filho
sentirá. Aqueles mais sensíveis ou com rinite, por exemplo, serão afetados
prontamente".
A
escola pode colaborar para modificar essa realidade. "Caso a criança tome
consciência dos problemas na escola, ela colaborará bastante dentro de casa. Mas
observei casos em que o jovem de 16 anos fumava mais de dois maços por dia (40
cigarros). Ele tinha contato com o cigarro dentro de casa. A escola ajuda, mas
não resolve", diz. Segundo o pediatra, as crianças que têm contato freqüente com
a fumaça do cigarro têm duas vezes mais chances de morrer subitamente, de
desenvolver bronquite e asma, além de problemas nas vias aéreas e câncer.
(Fonte: Aprendiz.com.br)
Cigarro
debilita saúde dos mais pobres
Além de
estragos na saúde, o hábito de fumar pode comprometer o orçamento familiar. Para
pessoas com renda familiar de 320 reais, o gasto com cigarros pode comprometer
até 17.26% do orçamento familiar. Justamente essa parcela da população é a que
menos tem condições de arcar com os custos de tratamento de doenças gerados pelo
fumo. Foi o que revelou o estudo realizado por Dyego Leandro Bezerra de Souza,
da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Para o autor do trabalho,
o consumo do cigarro atinge em cheio o orçamento familiar e compromete
significativa parte da renda que poderia ser destinada a gastos com alimentação,
educação e assistência á saúde. O estudo acompanhou 82 fumantes com baixa
condição de renda, com idades entre 20 e 59 anos, homens e mulheres, em sua
maioria pertencentes às classes D e E. A média foi de 19 cigarros por dia e o
tempo de consumo de 26 anos.
Pesquisa
vai apontar índice de jovens fumantes – Alta incidência de câncer na região é
motivo do estudo. Alto Vale: Uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional
do Câncer (Inca), percorreu os municípios da região para colocar em prática uma
pesquisa com alunos de escolas municipais, estaduais e particulares do Alto Vale
sobre hábitos do tabagismo. É a primeira região do interior do Brasil que
participa da pesquisa mundial que envolve os países que fazem parte de um acordo
internacional para erradicar o Fumo. O objetivo é que cerca de 2,4 mil
estudantes das áreas urbana e rural respondam questionários relacionados ao
cigarro, com perguntas como relacionadas a componentes da família que fuma
habitualmente e se o jovem já teve contato com o cigarro, por exemplo. A
pesquisa abrange alunos de 14 a 16 anos e será feira em todo o país. As crianças
da área rural também serão questionadas sobre a cultura do fumo, que é ainda
muito comum no Alto Vale. A coordenadora da pesquisa, Letícia Casado, apresentou
um balanço da atividade que foi aplicada previamente em
Florianópolis.
"De 1,6
mil jovens que responderam o questionário, 14,5% disseram usar com freqüência,
algum tipo de produto derivado do tabaco, como cigarros ou charutos", destacou.
No Alto Vale, a pesquisa será fundamental para estudar se existe relação entre a
produção de fumo na agricultura, com o hábito de fumar dos agricultores. A
pesquisa deve começar já nos próximos dias, passando por Rio do Sul e pelos
municípios de Taió, Rio do Campo, Santa Terezinha, Salete, Ibirama, José
Boiteux, Trombudo Central, Agronômica, Ituporanga e Vidal Ramos. O trabalho
envolveu escolas das áreas urbana e rural para que o diagnóstico seja preciso em
relação à proporção de habitantes em cada um dos municípios. Os diretores das
escolas selecionadas concordaram em abrir espaço para a pesquisa, pois acreditam
que este tipo de trabalho valoriza a saúde dos jovens, assim como a qualidade de
vida para toda a comunidade. Com este levantamento, será possível aplicar
campanhas mais eficientes de prevenção ao tabagismo nos municípios. A pesquisa
feita com crianças será apenas o primeiro passo, com o objetivo de diminuir os
índices de fumantes assim como reduzir doenças e mortes causadas pelo uso do
cigarro.
Dados
do Ministério da Saúde apresentados pela equipe de pesquisa mostra que o fumo é
causa de pelo menos 90% dos casos de câncer de pulmão. O ministério mostra que
também 90% dos fumantes têm iniciação a esta prática antes de completarem 19
anos de idade. Pesquisadores percorreram todas as escolas da
região
Estudantes
respondem questionário padrão – O que você ganha parando de
fumar?
A
pessoa que fuma fica dependente da nicotina. Considerada uma droga bastante
poderosa, a nicotina atua no sistema nervoso central como a cocaína, com uma
diferença: chega ao cérebro em apenas 7 segundos 2 a 4 segundos mais rápido que
a cocaína. É normal, portanto, que, ao parar de fumar, os primeiros dias sem
cigarros sejam os mais difíceis, porém as dificuldades serão menores a cada
dia.
As
estatísticas revelam que os fumantes comparados aos não fumantes apresentam um
risco
• 10
vezes maior de adoecer de câncer de pulmão
• 5
vezes maior de sofrer infarto
• 5
vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema
pulmonar
• 2
vezes maior de sofrer derrame cerebral
Se
parar de fumar agora...
• após
20 minutos sua pressão sangüínea e a pulsação voltam ao
normal
• após
2 horas não tem mais nicotina no seu sangue
• após
8 horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza
• após
2 dias seu olfato já percebe melhor os cheiros e seu paladar já degusta a comida
melhor
• após
3 semanas a respiração fica mais fácil e a circulação
melhora
• após
5 a 10 anos o risco de sofrer infarto será igual ao de quem nunca
fumou
Escolha
um método para deixar de fumar
Parada
Imediata
Você
marca uma data e nesse dia não fumará mais nenhum cigarro. Esta deve ser sempre
sua primeira opção.
Parada
Gradual
Você
pode utilizar este método de duas formas:
Reduzindo
o número de cigarros. Por exemplo: Um fumante de 30 cigarros por dia, no
primeiro dia fuma os 30 cigarros usuais.
• no
segundo 25
• no
terceiro 20
• no
quarto 15
• no
quinto 10
• no
sexto 5
• O
sétimo dia seria a data para deixar de fumar e o primeiro dia sem
cigarros.
Retardando
a hora do primeiro cigarro
Por
exemplo: no primeiro dia você começa a fumar às 9
horas,
• no
segundo às 11 horas,
• no
terceiro às 13 horas,
• no
quarto às 15 horas,
• no
quinto às 17 horas,
• no
sexto às 19 horas,
• no
sétimo dia seria a data para deixar de fumar e o primeiro dia sem
cigarros
A
estratégia gradual não deve gastar mais de duas semanas para ser colocada em
prática, pois pode se tornar uma forma de adiar, e não de parar de fumar. O mais
importante é marcar uma data-alvo para que seja seu primeiro dia de
ex-fumante. Lembre-se
também que fumar cigarros de baixos teores não é uma boa alternativa. Todos os
tipos de derivados do tabaco (cigarros, charutos, cachimbos, cigarros de Bali,
etc) fazem mal à
saúde. Caso
não consiga parar de fumar sozinho, procure orientação médica. Cuidado com os
métodos milagrosos para deixar de fumar. Quanto mais cedo você PARAR DE FUMAR
menor o risco de se dar mal. Quem NÃO fuma aproveita MAIS a
vida!
Fonte:
Jornal de Brasília
Data:
17/05/2007
Pesquisa
revela que cerca de 93% dos brasilienses que fumam querem largar o vício e não
conseguem
Parar
de fumar sempre foi um desafio para aqueles que tentam deixar o cigarro. São 30
milhões de fumantes em todo o País. Em Brasília, o número chega a quase 400 mil
pessoas e o grau de dependência do cigarro atinge um dos maiores índices entre
os principais estados brasileiros. Segundo uma pesquisa realizada pelo
laboratório Pfizer, com 7,5 mil internautas, cerca de 93% dos brasilienses
querem deixar de fumar e não conseguem e 76,5% pretendem largar o cigarro
somente daqui a alguns anos. A cada dez fumantes, nove tentaram parar de fumar
pelo menos uma vez e 77% fizeram várias tentativas sem
sucesso.
Considerado
por especialistas como uma doença, o tabagismo atinge milhões de brasileiros e
não depende apenas da força de vontade de cada um, é preciso muito mais para
conseguir se livrar do vício. Para auxiliar os fumantes na cessação da doença a
Pfizer apresentou, em São Paulo, o Champix, um medicamento antitabagismo que
acaba de chegar ao Brasil. A droga tem um duplo mecanismo de ação que atua no
sistema nervoso central e age sobre os mesmos receptores da nicotina. À base de
tartarato de vareniclina, a medicação "ocupa" o espaço antes preenchido pela
nicotina e simula, parcialmente, a sensação de prazer causada pela produção de
dopamina, ativada pelo cigarro.
O
farmacêutico holandê s, Hans Rollema, responsável pelo desenvolvimento do
produto, explica que durante o tratamento o cigarro deixa de ser sinônimo de
boas sensações e passa a causar desconforto. "O fumante vai deixando aos poucos
de sentir o desejo de fumar e não sofre com a síndrome de abstinência. Em alguns
casos, quando não consegue se segurar e acaba fumando, a nicotina absorvida não
encontrará onde agir no cérebro e não produzirá a dopamina. Dessa forma, fumar
deixar de ser um prazer", detalha o cientista.
Tratamento
O
tratamento é feito via oral, com a ingestão diária de comprimidos pelo período
de 12 semanas. A dose inicial é de 0,5 mg duas vezes ao dia e a partir do sé
timo dia a quantidade dobra, para dois comprimidos de 1 mg por dia. Ao iniciar o
processo, o paciente planeja uma data para deixar o cigarro, geralmente, uma
semana após começar o tratamento. "Ele não precisa largar o cigarro
obrigatoriamente no oitavo dia. Apenas é recomendado que seja assim, mas o mais
importante é que ele deixe o vício, seja no dé cimo dia", afirma um dos
pesquisadores do estudo, Carlos Viegas, médico e professor de Pneumologia da
Universidade de Brasília (UnB).
Após
completar o tratamento com Champix, a taxa de abstinê ncia entre os pacientes da
pesquisa chegou a 22,5%. O número pode parecer baixo, mas a taxa alcançada entre
os fumantes que tentam parar sem nenhuma ajuda é de apenas 5%. Em alguns casos,
pode ser necessária a intensificação da terapia, estendendo o período por mais
12 semanas. Mas a novidade não fica por conta apenas da substância. Um programa
de apoio e aconselhamento interativo é oferecido gratuitamente aos usuários do
novo medicamento. O Programa Eu Quero Parar é acessado pela internet
(www.euqueroparar.com.br) e o paciente pode receber mensagens personalizadas,
por email ou via celular, como incentivo e apoio psicológicos durante o
tratamento.
O Dr.
João Paulo Becker Lotufo convida para o Lançamento do livro “Tabagismo – uma
doença pediátrica”, no dia 31 de maio, às 11hs, no Hospital Universitário da
USP.
Fonte:
Terra
Data:
17/05/2007
Em
estudo sobre tabagismo realizado em sete estados do País pela indústria
farmacêutica Pfizer, 89% dos fumantes do Rio de Janeiro afirmaram já acender o
primeiro cigarro nos primeiros 60 minutos após acordar. A pesquisa, feita com
7.500 pessoas, apontou que os fluminenses estão entre os mais dependentes da
fumaça.
O
estudo mostrou ainda que, no Rio, 35% dos fumantes dão suas primeiras tragadas
cinco minutos depois de despertar e que 75% acendem um cigarro mesmo quando
estão doentes. De acordo com a psicóloga e coordenadora do programa de tabagismo
da Santa Casa de Miserircódia do Rio, Sabrina Bresman, a necessidade de fumar
assim que se acorda, ou mesmo quando se está doente, mostra a dependência física
do paciente em relação ao cigarro. "O organismo de uma pessoa que fuma de hora
em hora durante o dia sente a falta de nicotina durante as seis horas de sono",
afirma a psicóloga.
O maior desafio dos fumantes fluminenses é conseguir largar o tabaco. A pesquisa aponta que 96,3% deles querem parar de fumar, e 81% já tentaram até mais de uma vez. A dependência física complica a situação para quem quer se livrar do vício: 22% dos entrevistados disseram não ter suportado os sintomas da síndrome de abstinência.
Na
maioria dos casos, são necessários medicamentos para amenizar os efeitos da
falta do cigarro. "É comum que o paciente sinta ansiedade, inquietação,
irritabilidade, tristeza, sonolência ou insônia e prisão de ventre", enumera a
especialista. Nos casos de dependência psicológica e comportamental, não é
necessária a utilização de medicamentos. Nessas situações é preciso reformular a
idéia do paciente sobre o fumo. "Muitos tratam o cigarro como amortecedor de
sentimentos ou como simples hábito", diz ela. Para a coordenadora da Santa Casa,
a ajuda médica é fundamental para se tratar o tabagismo. Apesar disso, a
pesquisa apontou que 79,3% dos fumantes fluminenses nunca procuraram orientação
de um especialista.
NOTÍCIAS
MUNDO |
Fonte: Globalink
Data: 15/05/2007
Será discutido no Parlamento do Uruguai um Projeto de Lei sobre Regulação e Controle do Consumo de Tabaco. Solicitamos apoio para que se aprove uma lei que atenda aos objetivos da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco.
Acesse: http://petition.globalink.org/view.php?code=urug07
CRÉDITOS |
BOLETIM
ELETRÔNICO - ALIANÇA POR UM MUNDO SEM TABACO
Publicação
eletrônica semanal do Instituto Nacional de Câncer.
Este
Boletim contém notas sobre notícias e artigos publicados na imprensa brasileira
sobre controle do tabagismo. As opiniões aqui contidas não representam o
posicionamento do Instituto Nacional de Câncer sobre esses
temas.
Produção:
Divisão de Controle do Tabagismo / Coordenação de Prevenção e Vigilância /
Instituto Nacional de Câncer
Equipe
do Boletim POR UM MUNDO SEM TABACO:
Coordenador
Editorial: Felipe Mendes
Conselho
Editorial: Tânia Cavalcante, Cristiane Vianna, Marcus Valério, Cristina
Perez, Érica Cavalcanti e Bernardo Brazil.
Comentários:
porummundosemtabaco@inca.gov.br
Caso
você não queira continuar recebendo o Boletim, envie e-mail para o e-mail acima,
indicando na linha de assunto:
EXCLUIR.