MPF/SP denuncia contrabandistas de cigarro
19/11/2007 10h00Apreensões da Operação Mandrin totalizaram três milhões de reais.
A Procuradoria da República em Sorocaba (SP) denunciou dez pessoas
investigadas na Operação Mandrin, realizada pela Polícia Federal em
Sorocaba e região e também em Foz do Iguaçu (PR), que apura o contrabando
de cigarros. O produto, cuja importação é proibida, era adquirido no
Paraguai e transportado para a região de Sorocaba, onde era
revendido.
Os investigados na Operação Mandrin estavam envolvidos
em freqüentes apreensões de cigarros contrabandeados realizadas pela
Polícia Federal em Sorocaba, que totalizaram o valor de três milhões
de reais, o que levou a Polícia Federal a requisitar interceptações
telefônicas que foram autorizadas pela Justiça Federal, culminando na
prisão de seis investigados e na abertura de processo criminal contra dez
deles.
O Ministério Público Federal concluiu que os investigados
montaram uma quadrilha para importar, transportar, manter em depósito e
vender cigarros adquiridos no Paraguai. Os acusados serão processados
pelos delitos de quadrilha e de contrabando e podem pegar pelos dois
crimes até sete anos de prisão cada um.
É proibida no Brasil a
venda de cigarros fabricados no exterior que não sejam comercializados no
país de origem. A importação e a venda de produto proibido no país
configura o crime de contrabando. Segundo o MPF em Sorocaba,
especificamente quanto aos cigarros, o Brasil ratificou oficialmente em
2005 a Convenção-Quadro para o Controle do Uso do Tabaco, que adota
medidas para restringir o consumo de tabaco, dentre elas, a criação de
impostos para aumentar o custo, a proibição do fumo em locais públicos e
fechados, o controle no conteúdo dos maços, a proibição da propaganda e a
identificação dos malefícios do tabagismo.
Dessa forma, a pessoa
que adquire cigarros produzidos no Brasil ao menos se certifica de que a
produção e comercialização é controlada e deve atender a diversas regras
internacionais. Já quanto aos cigarros contrabandeados, essa certeza deixa
de existir, pois não se sabe a origem, o modo de produção, de
comercialização, etc.
Marcelo Oliveira
Assessoria de
Comunicação
Procuradoria da República em São
Paulo
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