ALIANÇA POR UM MUNDO SEM TABACO
Boletim
20 de abril de 2007.
DESTAQUE |
Fumo – IPI para
Diversificação
31 DE MAIO – DIA MUNDIAL SEM TABACO: AMBIENTES LIVRES DO TABACO |
Saúde no trabalho – Johnson & Johnson proibirá
o fumo em suas dependências
Ministro José Gomes Temporão defende repasse de
imposto de cigarro para Saúde
Cigarros poderão ficar de 15% a 20% mais caros
ao consumidor
Pirataria – Objetivo é reduzir os prejuízos
causados à economia
Hospital Universitário Antônio Pedro promove combate
ao tabagismo
EVENTOS |
14ª Conferência Mundial sobre Tabaco Ou Saúde –
Índia 2009
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CIÊNCIA
& SAÚDE |
Pesquisa conta com a genética na luta contra
o tabagismo
DESTAQUE |
Fonte:
CUT
Data:
17/04/2007
O decreto 6.072 assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, publicado no Diário Oficial da União em 03/04/2007, que altera o decreto 6.006, de 28 de dezembro de 2006 e que vai vigorar a partir de julho, ajusta as alíquotas do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em 30% em média. A medida foi bem recebida pelos agricultores familiares, que vêem uma possibilidade real de injeção de recursos no Programa de Diversificação das Áreas Cultivadas com Fumo.
Segundo
o técnico agrícola Albino Gewehr, que assessora a Fetraf-Sul (Federação dos
Trabalhadores na Agricultura Familiar do Sul), os agricultores familiares
reivindicam pelo menos 75% do valor arrecadado a mais seja destinado para o
Plano de Diversificação. Com este ajuste estima-se um acréscimo de
arrecadação de R$ 1,1 bilhão ao ano. "A Fetraf-Sul reivindica a aplicação de
pelo menos R$ 750 milhões por ano para financiar as famílias que querem
abandonar o plantio de tabaco ou implantar outras atividades na
propriedade", disse Gewehr. Atualmente, grande parte do fumo brasileiro é
produzido em propriedades de economia familiar da região Sul. São cerca de 200
mil famílias produtoras.
"A
medida do governo já era esperada. No mês passado, durante a audiência pública
da Organização Mundial da Saúde em Brasília, com participação de representantes
de 50 países, a Fetraf-Sul garantiu a adesão de 08 Ministérios à proposta
de criação de um fundo para diversificação das áreas cultivadas com fumo",
explicou.
Nesta quinta (19) o Coordenador geral da Fetraf-Sul, Altemir
Tortelli, entrega ao presidente Lula em Brasília a reivindicação da
entidade.
31 DE MAIO – DIA MUNDIAL SEM TABACO: AMBIENTES LIVRES DO TABACO |
Fonte:
O Estadão do Norte / RO
Data:
12/04/2007
Além de
manter as campanhas integradas com o Ministério da Saúde (MS), o Governo do
Estado, através do Programa de Combate ao Tabagismo, da Secretaria de Estado da
Saúde (Sesau), está desenvolvendo dois trabalhos específicos. O primeiro é o do
Ambiente Livre do Tabaco e o segundo voltado para o Tratamento de Fumantes.
Apesar de distintos os programas são complementares. Eles envolvem ações
diretas, conscientização e pesquisa de perfis.
O
programa Ambiente Livre do Tabaco será iniciado no próximo dia 31 de maio. A
data comemora o Dia Internacional Sem Tabaco. O trabalho envolverá servidores de
todas as unidades de saúde pública do Estado. O projeto foi elaborado através de
reuniões e será desenvolvido por meio de palestras, atividades ao ar livre e
ações de prevenção.
O
segundo programa é voltado para o atendimento direto à população. O Tratamento
de Fumantes será desenvolvido nos 52 municípios, através de uma parceria entre o
Estado e prefeituras. O programa fará atendimentos clínicos, fornecimento de
medicamentos, sessões em grupo e individual.
Fonte:
Vale Paraibano / SP
Data:
15/04/2007
O cerco
aos fumantes está crescendo dentro das empresas, que cada vez mais impõem
dificuldades a esses trabalhadores. Mas por trás dessa iniciativa está a
preocupação das companhias com a qualidade de vida dos funcionários e também com
a imagem de saúde que ela passa. O exemplo mais radical de combate ao tabagismo
está na Johnson & Johnson, que a partir de 29 de agosto de 2007 (Dia
Nacional de Combate ao Fumo), não terá mais nenhum lugar da fábrica permitido ao
fumo.
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NOTÍCIAS
BRASIL |
Fonte:
Estadão / MG
Data:
18/04/2007
Ministro
calcula que a medida pode gerar R$ 5 bilhões a mais em recurso para
pasta
BELO HORIZONTE - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta quarta-feira, 18, que irá defender o repasse de um porcentual dos impostos arrecadados com a venda de cigarros e bebidas alcoólicas para o ministério e, assim, financiar políticas de prevenção e de promoção da saúde. Temporão, durante visita a Belo Horizonte, também falou em "sobretaxas de álcool e de cigarro" e calcula que com tais medidas o orçamento da pasta possa receber um incremento de R$ 02 bilhões a até R$ 05 bilhões ao ano.
"Se
você tem de um lado produtos de consumo legal, como cigarro e bebida, mas que
sabidamente causam malefícios à saúde, é interessante pensar por que nós não
podemos usar parte dos recursos dos impostos da comercialização desses produtos
para financiar políticas de prevenção, de promoção e de atenção. Essa é uma
questão importante", afirmou o ministro.
Temporão
disse que está ciente de que terá de enfrentar muitas resistências para que sua
proposta tenha sucesso. "Toda briga para conseguir mais dinheiro para a saúde é
uma briga grande, mas a obrigação do ministro é tentar conseguir mais recursos",
observou. "Evidente que essa questão envolve uma discussão inclusive no
Congresso Nacional, porque isso tem que ser através de uma lei. Mas, enfim,
estou começando, estou colocando as minhas idéias, tenho a minha visão e vou
defende-las".
Fonte:
InfoMoney / SP
Data:
11/04/07
Os
cigarros poderão ficar em torno de 15% a 20% mais caros para o consumidor, a
partir de 11 de julho deste ano. Isso porque a Receita Federal aumentou, em
média, em 30% o valor do IPI
(Imposto sobre Produtos Industrializados) cobrado dos fabricantes do
produto.
A
nova tabela, estabelecida pelo Decreto nº 6072/07, separa os cigarros em seis
categorias, que variam de acordo com as características do produto (maço, box e
tamanho do cigarro). Para os de menor preço, o aumento foi de 32% somente no
valor do imposto, enquanto que, para os de preço mais elevado, o imposto sofreu
alta de 28%.
Motivos
para aumento – Segundo a assessoria de imprensa da Receita, por meio do decreto
que aumenta os valores cobrados pelo imposto, o governo pretende aumentar o
valor do produto para que seu consumo por parte da população diminua. Outro
motivo apontado para o aumento é de que o governo pretende restabelecer a
participação do IPI no preço de venda a varejo, em virtude dos últimos aumentos
de preço praticados pela indústria. Isso significa que os valores do tributo
sobre o valor final cobrado do consumidor vinha
diminuindo.
Cobrança
– Somente no ano passado, a arrecadação da Receita Federal sobre a indústria de
cigarros chegou a R$ 3,5 bilhões, sendo o IPI responsável por R$ 2,4 bilhões, o
que corresponde a 68,5% do total. Com a elevação da alíquota do imposto, a
Receita prevê incremento na arrecadação de R$ 01
bilhão.
Fonte: Gazeta do Sul / RS
Data: 14/04/2007
O mercado de cigarros vai ser alvo de uma pesquisa coordenada pela Câmara Setorial da Cadeia do Fumo. A decisão, anunciada nesta sexta-feira em Brasília, tem como objetivo reduzir os prejuízos que a pirataria e contrabando causam para a indústria em todo Brasil.
Estimativas
do setor apontam que um terço do produto comercializado no País é alvo de
mercado ilegal, que envolve desde o contrabando até a falsificação. “Queremos
ter dados mais precisos quanto a essas informações”, afirmou o presidente da
Câmara, Romeu Schneider. O trabalho também tem por objetivo identificar onde
está e como é comercializado o cigarro irregular em todo o Brasil.
Antes de
ser desencadeada a operação, vai ser promovida uma reunião técnica para planejar
como vai ser desenvolvido todo o processo. Segundo Schneider, deve se formar uma
rede com membros de institutos de pesquisas para estruturar as ações em nível
nacional. Ele não tem previsão de quando a ação vai ser apresentada
oficialmente.
Após a pesquisa, a intenção é organizar um seminário
internacional para discutir ações que poderão servir de modelo ao Brasil.
“Palestrantes de outros países que também têm esse problema poderão falar dos
trabalhos que desenvolveram para combater esse mercado”,
salientou.
Fonte:
Universidade Federal Fluminense / RJ
Data:
13/04/2007
O
Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) desenvolve dois projetos de combate
ao fumo. O primeiro realiza atividades educacionais internas visando tornar o
próprio hospital livre do tabaco. Cartazes foram afixados em vários pontos da
unidade, locais abertos apropriados aos fumantes foram determinados e cinzeiros
também foram retirados de todos os pavimentos e áreas comuns. O hospital que
consegue ficar livre do tabaco recebe do Ministério da Saúde, por meio do
Instituto Nacional do Câncer (Inca), medicação auxiliar para o tratamento
antitabagismo. O outro projeto consiste num tratamento intermultidisciplinar com
acompanhamento individual e em grupo na especialidade de pneumologia,
psiquiatria e assistência social.
A atual
presidente da comissão do programa de controle do tabagismo é a assistente
social Regina Célia Siqueira Silva. Segundo ela, o fumante interessado em
participar do grupo de apoio deve efetuar inscrição toda última quinta-feira do
mês, às 12h, no Instituto Biomédico, Rua Professor Hernani Pires de Melo, 101,
sala 204, Centro, Niterói. Depois disso, deve aguardar, pois atualmente a
demanda tem sido intensa.
São
realizadas cinco reuniões consecutivas de uma hora e meia que ocorrem às terças
e quartas-feiras. O número máximo de pessoas em cada grupo é dez. O paciente
inicialmente passa por um atendimento individualizado com a assistente social e
com a médica, quando são obtidas informações para se traçar seu perfil,
classificando-o segundo o grau de dependência. Ao final dos encontros, os
pacientes que conseguem parar de fumar são acompanhados quinzenalmente para
manutenção.
Aqueles
resistentes ao fumo continuam a receber tratamento individualizado semanalmente.
A professora Ângela Santos Ferreira, médica pneumologista do projeto, esclareceu
que o tabagismo é classificado pelo Ministério da Saúde como um transtorno
mental que causa dependência física, química e psicológica. Ela afirmou que as
atividades em grupo, onde há troca de convivência e ajuda mútua, além de
orientações específicas, são essenciais para o fumante livrar-se do hábito de
fumar. "Só com a utilização de medicamentos não se obtêm resultados efetivos. Ao
parar com a medicação, os pacientes, em sua maioria, retornam ao vício", disse a
médica. No Instituto Biomédico quem faz o atendimento médico é a psiquiatra e
professora Vilma Aparecida da Silva. Devido às atividades que promove para
combater o fumo, o Huap é uma das três unidades em Niterói credenciado pelo MS
para tratar pacientes tabagistas.
EVENTOS |
Fonte:
World
Conference on Tobacco or Health http://www.wctoh.org/
Data:
17/04/2007
Após 12 anos, a Conferência Mundial sobre Tabaco Ou Saúde é levada a um país em desenvolvimento, a Índia, uma nação incrível com a maior quantidade de problemas ligados ao controle do tabagismo. O encontro ocorrerá de 08 a 12 de fevereiro de 2009 e a expectativa é de se poder encontrar e interagir com milhares de pessoas de todas as partes do mundo.
Fonte:
Sabrina Presman
Data:
19/04/2007
Com
o objetivo de melhorar o tratamento de tabagismo, um trabalho conjunto de
pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(UFRJ) e do Programa do Controle de Tabagismo da Secretaria Municipal de Saúde
(SMS) pesquisará a possibilidade de genes de cada pessoa estarem relacionados ao
hábito de fumar.
Trata-se
de um estudo financiado pela FAPERJ e MS. Um dos nossos objetivos é compreender
melhor os mecanismos moleculares e genéticos associados ao tabagismo e outros
aspectos de saúde. Nosso alvo é o polimorfismo do gene da monoaminoxidase-a, uma
enzima que participa do metabolismo da dopamina, adrenalina e serotonina.
Nosso projeto já foi avaliado e aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa
tanto da UFRJ quanto da SMS/RJ.
Segundo
a pesquisa, uma enzima faz parte dos processos cerebrais relacionados ao prazer
e vícios. O estudo pretende mostrar que a quantidade desta enzima em cada
indivíduo pode influenciar o grau de dependência química de cada um. A hipótese
da pesquisa é que, graças aos variados fatores genéticos ligados ao hábito de
fumar, o tratamento pode vir a ser bem sucedido em pessoas com certas
características genéticas. Porém, indivíduos com características diferentes a
estas seriam resistentes ao tratamento.
Os
pesquisadores vêm recrutando voluntários junto ao programa da SMS para quem
busca apoio para largar o cigarro. Eles necessitam da colaboração de 600 pessoas
do sexo masculino para serem avaliados quanto ao perfil genético. Eles terão o
sangue coletado e haverá medição de peso, altura, monóxido de carbono expirado e
preenchimento de questionário. A perspectiva é de que após o resultado dos
exames, os pacientes tenham um tratamento mais específico, individualizado e
adequado. Esta abordagem promete conquistas nos tratamentos de diversas
doenças.
Espera-se
que até o fim de abril sejam conseguidos os pacientes necessários, e os
primeiros resultados estão previstos para o final de maio. As análises genéticas
são gratuitas e os homens interessados em participar podem se inscrever pelo
telefone 2562-7362 (entre 14:00 e 20:00) ou pelo e-mail danielbio@iq.ufrj.br
O
tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, e o vício que
mais prevalece atualmente. Cerca de 200 mil mortes por ano ocorrem no Brasil
decorrentes do tabagismo. Mais de 04 mil substâncias tóxicas são encontradas no
cigarro e os dependentes do tabaco são as principais vítimas de doenças
limitantes e muitas vezes fatais.
BOLETIM
ELETRÔNICO - ALIANÇA POR UM MUNDO SEM TABACO
Publicação
eletrônica semanal do Instituto Nacional de Câncer.
Este
Boletim contém notas sobre notícias e artigos publicados na imprensa brasileira
sobre controle do tabagismo. As opiniões aqui contidas não representam o
posicionamento do Instituto Nacional de Câncer sobre esses
temas.
Produção:
Divisão de Controle do Tabagismo / Coordenação de Prevenção e Vigilância /
Instituto Nacional de Câncer
Equipe
do Boletim POR UM MUNDO SEM TABACO:
Coordenador
Editorial: Felipe Mendes
Conselho
Editorial: Tânia Cavalcante, Cristiane Vianna, Marcus Valério, Cristina
Perez, Érica Cavalcanti e Bernardo Brazil.
Comentários:
porummundosemtabaco@inca.gov.br
Caso
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