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Lei anti-tabaco: Governo
envia panfletos aos portugueses
O
governo vai enviar publicidade para cada português para
conquistar aliados no cumprimento da Lei do Tabaco, que entra
em vigor a 01 de Janeiro, anunciou hoje o director-geral da
Saúde, admitindo tratar-se de uma tarefa «difícil».
«Vamos ter um confronto e estamos a preparar-nos para esse
confronto», afirmou Francisco George, referindo-se a um grupo
de personalidades que se tem manifestado contra o diploma.
Em declarações à agência Lusa, Francisco George anunciou
que em Dezembro «os cidadãos vão receber em casa informação
concreta sobre a nova lei» que restringe o fumo nos espaços
públicos.
Também no próximo mês, a Direcção-Geral de Saúde (DGS)
lança a campanha «Respirar Bem» para sensibilizar a população
e tornar «os portugueses exigentes no sentido de procurar
espaços sem fumo».
O objectivo é conseguir um aliado no «confronto» que a DGS
está a preparar.
«Vai ser um trabalho difícil. Temos personalidades que
pensam de forma diferente, que pensam que fumar é uma
liberdade que assiste a todos, mas fazer fumar quem não fuma
não tem tolerância nenhuma», disse Francisco George, durante a
cerimónia de abertura da exposição «O poder da comunicação
contra o tabaco» patente na Assembleia da República até
sexta-feira.
No combate aos defensores do tabaco, a DGS conta com o
apoio da ASAE, Direcção-Geral do Consumidor, PSP e GNR,
entidades que vão ficar responsáveis pela fiscalização da lei.
«Lançámos um alerta para estarmos todos preparados para dia
01 de Janeiro», afirmou, admitindo estar «preocupado no que
diz respeito ao cumprimento das regras que a lei prevê».
«Não defendo a restrição total, mas tenho um compromisso
público de fazer com que esta lei seja cumprida. Houve leis
que foram feitas e nem sempre foram observadas, mas isso não
pode acontecer agora. Estou emprenhado nesse sentido»,
concluiu o responsável da DGS.
Segundo Francisco George, com esta lei «a redução da
morbilidade pode começar a ser visível num prazo de três a
cinco anos».
Durante a cerimónia, o responsável lembrou ainda que «se
ninguém fumasse, os nossos hospitais seriam menos e mais
pequenos».
Diário Digital / Lusa
21-11-2007 15:19:00
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